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Venezuela pede reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU

Venezuela pede reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU

“Diante da agressão criminosa cometida pelo governo dos EUA contra nossa pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por defender o direito internacional”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, nas redes sociais.
Por outro lado, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, pediu moderação, após uma conversa com autoridades em Washington sobre os ataques dos EUA na Venezuela. “Conversei com o Secretário de Estado Marco Rubio e com nosso embaixador em Caracas. A UE está acompanhando de perto a situação na Venezuela”, disse Kaja Kallas nas redes sociais. O direito internacional deve ser respeitado “em todas as circunstâncias”, acrescentou. A reação de Kallas não é ainda uma tomada de posição oficial do bloco dos 27 – reação essa que será com certeza formalmente dada a conhecer quando todas as capitais forem auscultadas.
Entretanto, as reações dos comentadores vão-se distanciando: de um lado estão os que consideram a intervenção dos Estados Unidos essencial para que a Venezuela entre na rota do alinhamento com as democracias; do outro estão os que dizem que, no final da crise, os venezuelanos serão facilmente convocados a juntarem-se contra a intervenção estrangeira. A corroborar esta segunda opinião está o facto de a oposição ao regime de Maduro estar para já em silêncio. María Corina Machado, que se mostrou sempre favorável à intervenção dos EUA, ainda não se decidiu a fazer qualquer declaração sobre o ataque desta noite.
Do seu lado, o governo de Espanha – especialmente próximo do país (qualquer que seja o regime ali vigente), já disse que está disponível para mediar o contencioso entre a não sul-americana e os Estados Unidos.
Precisamente nos Estados Unidos, várias vozes do Partido Democrata já se ergueram contra a intervenção decidida pela Casa Branca. Vários analistas norte-americanos recordam que a administração do país não pode entrar em guerra – ou realizar atos de guerra – sem o consentimento do Congresso, o que neste caso não aconteceu.

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