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De Marco Silva a… Mourinho. Ingleses já apostam no sucessor de Amorim

De Marco Silva a… Mourinho. Ingleses já apostam no sucessor de Amorim

Pouco mais de dois anos depois de ter sido adquirido ao Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros, Ruben Amorim foi demitido do comando técnico do Manchester United, e, tal como é já hábito, em Inglaterra, não tardou a ‘disparar’ a especulação a propósito do homem que será eleito para lhe suceder no cargo.
 
A casa de apostas britânica Betfair começou, de imediato, a aceitar palpites a propósito da solução pela qual os red devils irão optar, para fazer face ao despedimento do treinador português, sendo que, neste momento, o austríaco Oliver Glasner, do Crystal Palace, surge no topo das opções, isto, depois de ter sido associado ao interesse do Chelsea, que, também esta semana, ‘correu’ com o italiano Enzo Maresca.
O principal destaque vai, no entanto, para a inclusão de dois portugueses nesta lista, ainda que num plano secundário. Começando, desde logo, por Marco Silva, que está em final de contrato com o Fulham… clube com o qual chegou a entrar em ‘rota de colisão’, precisamente, por não concordar com a política de contratações.
Logo atrás, encontra-se José Mourinho, que termina, também ele, vínculo com o Benfica, em junho, e que tão bem conhece Old Trafford, dada a passagem por lá, entre 2016 e 2018, com um registo de 84 vitórias, 32 empates e 28 derrotas ao cabo de 144 jogos oficiais, e a conquista de uma Liga Europa, uma Taça da Liga e uma Supertaça de Inglaterra.
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Milhões ao Sporting e confiança de Sir Jim Ratcliffe de nada valeram
Ruben Amorim, recorde-se, chegou ao Manchester United em novembro do passado ano de 2024, proveniente do Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros. Na altura, foi-lhe confiada a tarefa de reconduzir o clube rumo a troféus, na sequência da (pouco feliz) passagem de Erik ten Hag por Old Trafford.
Por entre altos e baixos, o treinador português acabou por nunca conseguir afirmar-se como figura unânime junto da sempre ‘feroz’ imprensa desportiva britânica. Ainda assim, no passado mês de outubro, recebeu uma mensagem de confiança por parte do co-proprietário do clube, Sir Jim Ratcliffe. 
“Não teve a melhor das temporadas, mas precisa de demonstrar que é um bom treinador a três anos. Às vezes não compreendo a imprensa. Querem que o Ruben tenha sucesso do dia para a noite. Pensam que é como um interruptor. Que carregam no interruptor e são tudo rosas”, atirou, no podcast The Business.
No entanto, aquilo que era para serem três anos, viraram… três meses. Ruben Amorim deixa o Manchester United na sexta posição da Premier League, isto, já depois da eliminação da Taça da Liga, perante o Grimsby Town, do quarto escalão, logo na segunda ronda (e antes da entrada em cena na Taça de Inglaterra.
Afinal, o que disse Ruben Amorim?
O mal-estar entre Ruben Amorim e Manchester United ficou à vista de todos, na tão badalada conferência de imprensa pós-Leeds United: “Eu sei que vocês [jornalistas] recebem informação seletiva sobre tudo. Eu vim aqui para ser o manager [treinador-gestor com uma influência mais abrangente] do Manchester United, não para ser  treinador. Isso é claro”.
“Eu sei que o meu nome não é Conte, Mourinho ou Tuchel, mas sou o manager do Manchester United e assim vou continuar a ser por mais 18 meses ou até quando a direção decidir mudar. Portanto, é esse o meu ponto e vou finalizar isso. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outra pessoa ocupe o meu lugar”, começou por afirmar.
“Vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador principal. Fui muito claro. Isto vai acabar dentro de 18 meses e toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo e o meu trabalho não é ser só treinador. Se as pessoas não sabem lidar com Gary Neville ou qualquer outro crítico, temos de mudar o clube”, prosseguiu.
“Só quero dizer isso. Vim para cá para ser o manager e todo os departamentos precisam de fazer o seu trabalho que eu faço o meu por mais 18 meses”, rematou, nas últimas palavras antes do ‘adeus’ com um registo de 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas ao cabo de 63 jogos oficiais, em todas as competições.
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