Títulos de dívida venezuelanos sobem após captura de Maduro
A captura do presidente venezuelano pelos EUA já se faz sentir nos mercados, impulsionando os títulos de dívida da Venezuela numa altura em que os investidores ainda avaliam os reais impactos desta crise. O país sul-americano vivia já uma complexa situação em termos de endividamento e o afastamento de Nicolas Maduro deve acrescentar nova camada de complexidade, sendo que o país entrou em default há menos de dez anos.
Os títulos emitidos pelo governo venezuelano e pela empresa petrolífera estatal, a Petroleos de Venezuela, viram um salto em torno de 20% no arranque da sessão europeia, o que corresponde a cerca de 8 cêntimos de dólar. Este ano vinha já registando uma subida sustentada destes títulos, face à pressão norte-americana que vinha sendo colocada sobre Caracas.
Mais concretamente, os títulos venezuelanos eram os que mais haviam valorizado em 2025, isto olhando apenas para os soberanos, tendo quase duplicado de preço.
As estimativas dos analistas apontam para um stock de dívida em torno de 60 mil milhões de dólares (51,3 mil milhões de euros) em títulos públicos venezuelanos, mas a situação altera-se substancialmente se incluídos os títulos da petrolífera estatal. Contando empréstimos bilaterais e o stock da petrolífera, o montante salta para 150 a 170 mil milhões de dólares (128,4 a 145,5 mil milhões de euros).
Comparando com o PIB estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o rácio de dívida da Venezuela estará em torno de 180% a 200%.
Além dos títulos venezuelanos, também o ouro subiu no início da sessão, face às preocupações do mercado com a instabilidade geopolítica criada pela decisão de Trump. O ativo de reserva subiu 2%, chegando a 4.413,93 dólares (3.776,51 euros), enquanto os títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos se mantiveram razoavelmente estáveis.
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