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Plano de emergência para a Gronelândia: França já trabalha com Alemanha e Polónia

Plano de emergência para a Gronelândia: França já trabalha com Alemanha e Polónia

A França está a trabalhar com parceiros num plano de resposta caso os Estados Unidos concretizem a sua ameaça de anexar a Gronelândia. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, disse que o assunto seria abordado numa reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polónia ainda esta quarta-feira. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo em conjunto com os nossos parceiros europeus”, disse à rádio France Inter. Líderes das principais potências europeias e do Canadá manifestaram apoio à Gronenlândia esta terça-feira, afirmando que a ilha dp Ártico é quem decide o seu futuro.
Nos últimos dias, Trump reiterou seu desejo de assumir o controlo da Groenlândia, uma ideia que expressou pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato como presidente. Trump argumenta que a ilha é fundamental para a estratégia militar dos EUA e afirma que a Dinamarca não fez o suficiente a para proteger – o que, no caso, quer dizer, para a colocar na primeira linha de defesa contra a Rússia.
A Casa Branca afirmou na terça-feira que Donald Trump está a discutir opções para tomar conta da Grnenlândia, incluindo o possível uso das forças armadas norte-americanas, o que parece ter deixado os países europeus que fazem parte da NATO – o que é o caso da Dinamarca, potência que administra a Gronelândia – perfeitamente estarrecidos.
Barrot sugeriu que uma operação militar dos Estados Unidos tinha sido descartada pelo principal diplomata de Washington. “Eu mesmo estive ao telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (…) que confirmou que essa não foi a abordagem adotada… ele descartou a possibilidade de uma invasão da Gronenlândia)”, disse.
Um alto funcionário norte-americano disse esta semana que Trump e os seus assessores estavam a discutir várias formas tomar o controlo da Gronelândia, incluindo uma compra, medida que já foi tentada antes. Mas há na Casa Branca uma linha mais dura que considera não haver qualquer boa razão (nem vantagem) para que a Gronelândia seja considerada dinamarquesa.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e o seu homólogo da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram uma reunião urgente com Rubio para discutir a situação, refere a agência Reuters. “Gostaríamos de acrescentar algumas nuances à conversa”, escreveu Rasmussen nas redes sociais. “A gritaria precisa de ser substituída por um diálogo mais sensato. Agora.”
A Dinamarca rejeita alegação de que russos e chineses estariam a tomar posições estratégicas na Gronelândia – a maior ilha do mundo, mas com uma população de apenas 57 mil pessoas. A ilha está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a torna um local crucial para o sistema de defesa antimíssil balístico dos EUA há décadas. A sua riqueza mineral também está alinhada com a ambição de Washington de reduzir a dependência da China.

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