Trump analisa opções para a Gronelândia, incluindo compra ou ação militar
Donald Trump está a a analisar as opções que tem em cima da mesa para a Gronelândia, incluindo a compra ou uma ação militar.
O líder norte-americano considera a ilha europeia estratégica e crucial para “deter os adversários dos EUA na região do Ártico”.
“O presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para atingir este importante objetivo estratégico e, claro, usar os militares é sempre uma opção ao dispor do comandante das Forças Armadas [Donald Trump]”, disse a Casa Branca citada pela “Reuters”.
Uma fonte do Governo norte-americano adiantou à agência noticiosa que o presidente e a sua equipa estão também a discutir formas de comprar a Gronelândia.
Os EUA consideram a ilha crucial para os EUA devido aos seus depósitos de minerais importantes para uso tecnológico e militares. Apesar do potencial, não têm sido explorados devido à falta de infraestruturas, falta de trabalhadores especializados e outros desafios.
“Este tema não vai desaparecer”, disse um responsável do Governo de Trump sobre o desejo do presidente controlar a Gronelândia.
Tem sido uma semana tensa na Europa, com os líderes dos principais países a criticarem as declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia feitas após a captura do líder venezuelano Nicolas Maduro. É um interesse renovado, pois o desejo foi expresso publicamente por Trump em 2019 no seu primeiro mandato, repetido no seu regresso à Casa Branca este ano e agora, esta semana.
Além do bombardeamento a Caracas, Donald Trump colocou também pressão tanto sobre a Colômbia como sobre Cuba.
Mas isto leva a outra questão: a Gronelândia está à venda? Uma das opções seria assinar um Acordo de Associação Livre (Compact of Free Association, COFA), um tratado que estabelece uma relação especial com os EUA. Inspirado nos acordos que Washington tem com várias ilhas-nação do Oceano Pacífico, a ideia seria providenciar assistência económica, assegurar a defesa e acesso dos seus cidadãos aos EUA em troca da exploração de petróleo e minerais.
É claro que isto levanta outras questões, pois a Gronelândia pertence à Dinamarca que rejeita qualquer concessão neste tema.
“A diplomacia é sempre a primeira opção do presidente em tudo para chegar a acordo. Adora fechar acordos. Se um bom acordo for fechado para a Gronelândia, isso seria o seu primeiro instinto”, acrescentou a Casa Branca.
O ministro da Defesa dos EUA Marco Rubio já veio colocar água na fervura afastando a possibilidade de uma invasão da Gronelândia, apontando que o objetivo é comprar a ilha à Dinamarca.
Mas alguns congressistas, incluindo do partido Republicano, já vieram criticar os comentários sobre a Gronelândia, apontando que a Dinamarca é um membro da NATO.
“Quando a Dinamarca e a Gronelândia tornarem claro que não está à venda, os EUA devem respeitar a soberania e a integridade territorial do reino da Dinamarca”, segundo um comunicado da democrata Jeanne Shaheen e do republicano Thom Tillis, membros da comissão da NATO no Senado norte-americano.
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