Rei Charles captura arsenal e condecora o Vitória SC campeão de inverno
O Vitória SC é o novo campeão de inverno, graças ao triunfo conquistado sobre o Sporting de Braga, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, sobre o Sporting de Braga, por 2-1, naquela que foi uma das mais emocionantes finais da Taça da Liga de que há memória, e num claro sinal de que, em Portugal, há vida fora dos três do costume.
Os arsenalistas entraram melhor no jogo, com uma pressão ‘sufocante’ sobre o eterno rival e uma vertiginosa velocidade de troca de bola, no último terço, à qual este não soube responder. O primeiro aviso, de Ricardo Horta, esbarrou nas mãos de Charles Silva, guarda-redes brasileiro que, no entanto, aos 16 minutos, se limitou a acompanhar com os olhos o magistral pontapé-livre cobrado por Mario Dorgeles, que deu a vantagem aos homens de Carlos Vicens.
Um golaço que serviu de ‘despertador’ para os vimaranenses, que dispuseram de duas oportunidade de ‘rajada’, a primeira, num pontapé de meia distância de João Mendes, e a segunda, num cabeceamento perigoso de Gonçalo Nogueira. Em ambas as ocasiões, a bola passou a meros centímetros do alvo.
Num dos últimos lances antes do final do primeiro tempo, Mario Dorgeles ficou à beira do 0-2, quando, após uma sucessão de erros adversários (entre eles, de Charles Silva, que demorou a engatar, mas a isso já lá chegaremos), rematou em cheio contra a cabeça de Tony Strata, desperdiçando uma ocasião soberana para dar outra ‘almofada’ à sua equipa.
A segunda parte começou tal e qual como a primeira acabou, isto é, com o Sporting de Braga a ameaçar o segundo golo, desta feita, por intermédio de João Moutinho, que atirou para uma bela defesa de Charles Silva, que, finalmente ‘desperto’, partiu para uma exibição de ‘gigante’, desviando tudo o que lhe surgiu pela frente.
Aos 55 minutos, no meio de uma carambola com Nélson Oliveira, Vítor Carvalho levou a mão à bola, provocando uma grande penalidade que Samu Silva, acabado de entrar para o lugar de Diogo Sousa, não desperdiçou. O mesmo Samu Silva que, já aos 83 minutos (e depois de Nélson Oliveira ter atirado à barra), assistiu Alioune Ndoye, para o tento da ‘cambalhota’.
Já dez minutos depois dos 90, Hélder Malheiro voltou a apontar para a marca de castigo máximo, desta feita, por falta de João Mendes (que viu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho), por falta sobre Victor Gómez. Rodrigo Zalazar pegou na bola e atirou-a… para as mãos de Charles Silva, dando, assim, o dérbi minhoto por fechado.
Figura
O mundo do futebol é feito de hipócritas, e o mais hipócrita de todos é aquele que não se reconhece como tal. No final do primeiro tempo, Charles Silva parecia destinado a ser a desilusão deste jogo, mas, com o decorrer do segundo tempo, passou a figura incontestável, com uma série de defesas ‘gigantes’, a última das quais ao cair do pano, quando negou uma grande penalidade a Rodrigo Zalazar.
Surpresa
A entrada de Samu Silva mudou por completo o jogo. Tal como já acontecera perante o Sporting, foi, precisamente, com a sua entrada para o lugar de Diogo Sousa que o Vitória SC conseguiu impor outra agressividade no meio-campo, catapultando a equipa para a ‘cambalhota’, com um golo (na conversão de uma grande penalidade) e uma assistência, para o também ‘herói repetido’ Alioune Ndoye.
Desilusão
A exibição desastrosa de João Mendes podia ter custado (muito) caro ao Vitória SC. O lateral ficou diretamente ligado ao golo do Sporting de Braga, ao cometer a falta (desnecessária) sobre Rodrigo Zalazar, que ofereceu o pontapé-livre a Mario Dorgeles, mas, não se dando por satisfeito, cometeu a grande penalidade (ainda mais inútil) sobre Victor Gómez, que só não atirou o jogo para o desempate da marca dos 11 metros graças a Charles Silva.
Treinadores
Luís Pinto: Muitas dificuldades do Vitória SC, numa primeira fase, a construir a partir de trás, o que resultou numa sequência de erros comprometedores. Ainda assim, soube reagir à adversidade, colocando ‘gelo’ no jogo, respirando e partindo para outra dimensão, sobretudo, quando Samu Silva entrou, para, juntamente com Beni Mukendi e Gonçalo Nogueira, reformular o setor intermédio.
Carlos Vicens: Enquanto o Sporting de Braga teve capacidade física para empurrar o Vitória SC ‘às cordas’, o domínio foi total, e foi, precisamente, nessa primeira meia hora, que deveria ter aproveitado para ganhar outro tipo de conforto. Não o fez, apesar do dinamismo emprestado por Ricardo Horta e Mario Dorgeles, e o Vitória SC foi começando a acreditar, pelo que só pode culpar-se a si mesmo pelos apuros em que se meteu.
Árbitro
A exibição de Hélder Malheiro será sempre analisada, em grande parte, com base na grande penalidade assinalada no arranque do segundo tempo. Vítor Carvalho aborda o lance de mão aberta, é verdade, mas a bola só lhe toca por obra do acaso, fruto de um ressalto junto de Nélson Oliveira. Um lance de difícil, no meio de um jogo complicado, onde teve de se impor para que o mesmo não se descontrolasse.
Leia Também: As imagens que não viu na TV do jogo entre Vitória SC e Sporting de Braga
Share this content:



Publicar comentário