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EUA acusam Coreia do Norte de roubar 2,8 mil milhões em criptomoedas

EUA acusam Coreia do Norte de roubar 2,8 mil milhões em criptomoedas

Nas Nações Unidas, os Estados Unidos juntaram-se a outros membros da Equipa de Monitorização de Sanções Multilaterais (MSMT) para destacar o seu mais recente relatório focado nas violações da Coreia do Norte às sanções da ONU – por via de “atividades cibernéticas ilícitas e de tecnologia da informação”, avança nota oficial do Departamento de Estado.
“Este relatório do MSMT conclui que a Coreia do Norte viola rotineiramente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU por meio de atividades maliciosas de cibernética e de TI. Estas atividades geram receita para os programas ilegais de armas de destruição em massa (ADM) e mísseis balísticos da Coreia”, refere o comunicado.
O relatório do MSMT “é um esforço sem precedentes que expõe violações das sanções da Coreia do Norte, com 140 páginas de informações anteriormente não públicas de 11 Estados-membros da ONU participantes no MSMT e nove empresas do setor privado”.  A Coreia do Norte “roubou mais 400 milhões de dólares em criptomoedas em três meses, elevando o total roubado em 2025 para mais de 2 mil milhões de dólares.
Unidades cibernéticas da Coreia, acusa o relatório, miram empresas de defesa na América do Norte, Europa e Ásia, além de infraestrutura crítica em todo o mundo para roubar informações sensíveis e propriedade intelectual para o desenvolvimento de ADM e mísseis balísticos. O programa cibernético da Coreia do Norte “atingiu um nível de sofisticação próximo ao da China e da Rússia e representa uma ameaça séria e generalizada aos Estados Unidos e à comunidade internacional”.
O relatório identifica mais de 40 países e territórios que foram alvo ou envolvidos em atividades cibernéticas maliciosas daquele país. Por via cibernética, a Coreia agiu sobre a indústria de criptomoedas, “roubando pelo menos 2,8 mil milhões de dólares entre janeiro de 2024 e setembro de 2025 de empresas e clientes de criptomoedas em todo o mundo, inclusivamente nos Estados Unidos, por meio de mais de 40 assaltos a criptomoedas mencionados no relatório do MSMT.
Redes nacionais e estrangeiras da Coreia do Norte na China, Rússia, Camboja, Vietname e Emirados Árabes Unidos auxiliam na lavagem dos roubos. Membros coreanos de TI atuando em pelo menos oito países, incluindo China, Rússia, Laos, Camboja, Guiné Equatorial, Guiné, Nigéria e Tanzânia. A maioria está baseada na China, mas, diz o relatório, as atividades na Rússia estão em crescendo.
A Coreia do Norte depende regularmente da infraestrutura e das instituições financeiras chinesas: pelo menos 19 bancos chineses foram usados para lavar fundos. Os traders de balcão aberto na China são fundamentais para converter criptomoedas roubadas em moeda fiduciária, conclui o documento.

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