Netflix vai fazer oferta toda em dinheiro pela Warner Bros
A Netflix vai fazer uma oferta toda em dinheiro para comprar a Warner Bros Discovery (WB), revela a “Bloomberg”.
O objetivo é fechar negócio o mais rapidamente possível, apesar de serem necessários meses para completar o negócio que enfrenta a oposição da Casa Branca e com outro interessado à perna, a Paramount Skydance.
A Netflix já conseguiu 92 mil milhões de dólares de financiamento por bancos de Wall Street. O acordo inicial atinge os 83 mil milhões de dólares, entre ‘cash’, ações e dívida.
Em resposta, a rival Paramount lançou uma OPA hostil em dezembro por um valor de 108 mil milhões de dólares, para comprar os estúdios de cinema, de televisão e uma extensa biblioteca de conteúdos,m mais 40 mil milhões de injeção de capital por parte do empresário Larry Ellison.
O CEO da Paramount e o seu pai – David e Larry Ellison, da tecnológica Oracle – também processaram a WB para obterem mais detalhes da avaliação que a WB fez à oferta da Netflix, planeando também nomear administradores para bloquear o acordo.
Mas a WB prefere o acordo com a Nexflix, pois depende de uma quantidade significativa de financiamento de dívida, aumentando o risco da operação, considerando que a oferta é “insuficiente”.
A Netflix ainda tem capacidade financeira para pedir mais dinheiro emprestado e manter o seu rating financeiro “robusto”, disse Stephen Flynn da Bloomberg Intelligence, devido ao seu “balanço muito forte com pouca alavancagem”.
Esta é uma batalha pelo controlo de um dos maiores e históricos estúdios de Hollywood, num cenário de crescimento do poder das plataformas de streaming e com as receitas das salas de cinema a afundarem.
Mas desde Washington chegam preocupações com uma cada vez maior consolidação dos meios de entretenimento, com receios de aumento dos preços e redução da oferta.
Desde a Casa Branca, Donald Trump já partilhou nas redes sociais um artigo de opinião de um apoiante seu, o advogado John Pierce, com o título: “travem a conquista cultural da Netflix”, qualificando o negócio como “uma tentativa de consolidar poder cultural dentro de uma das empresas agressivamente mais ideológicas da América, uma empresa que tem usado a sua plataforma global repetidamente para elevar narrativas progressistas enquanto suprime pontos de vista divergentes”.
“Se a Netflix absorver estes ativos, não será só o maior serviço de streaming. Vai tornar-se no maior gatekeeper cultural que os EUA – e a maior parte do mundo – já viram”, escreveu no site “OAN”.
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