O novo homem da discórdia no United: “Há duas semanas, estava na praia”
Roy Keane e Gary Neville, ‘lendas vivas’ do Manchester United, envolveram-se, esta quinta-feira, numa intensa discussão, no podcast ‘The Overlap’, a propósito do rumo que o clube optou por seguir, na sequência da demissão de Ruben Amorim, que não resistiu ao empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, ante o Leeds United.
Tudo começou quando o antigo internacional irlandês se mostrou de cabeça perdida face à decisão do sucessor do treinador português, Michael Carrick (que, por seu lado, substituiu o interino Darren Fletcher, que fora ‘promovido’ da equipa de sub-18), em incluir na equipa técnica Steve Holland, Jonathan Woodgate e, sobretudo, Jonny Evans, que já representou o clube enquanto jogador e dirigente.
“Há duas semanas, Jonny Evans estava na praia. Jonny Evans deixou o Manchester United há cinco ou seis semanas, quando era gestor de empréstimos, e, depois, Darren Fletcher dá-lhe um emprego. Por muito estranho que pareça, dá-lhe um emprego”, começou por afirmar o agora comentador desportivo, de 54 anos de idade.
“Ele faz dois jogos [empate a duas bolas com o Burnley, na Premier League, e derrota diante do Brighton, por 1-2, na Taça de Inglaterra]. O Fletch sai e Carrick dá-lhe um emprego. É ótimo, não é? Todos nós deveríamos passar uma semana a Barbados”, prosseguiu, com muito sarcasmo pelo meio.
“Vocês estão a falar de montar uma equipa técnica, a elogiar um deles, dizendo que tem experiência, e, depois, esquecemo-nos dos outros dois, Jonathan Woodgate e Jonny Evans. O que é que o Jonny Evans fez para ser treinador da equipa principal do Manchester United. Ele deixou o emprego há quatro semanas”, completou.
No entanto, Roy Keane não se ficou por aqui, e recorreu à ironia para desvalorizar a importância que a experiência enquanto jogador tem para um treinador: “O Fletch conhece o clube, trabalhou na academia. conhece a rapariga da cantina, liga a Sir Alex Ferguson para lhe perguntar quais são as cores das meias que deve calçar, de manhã… Como é que os dois jogos correram?”.
“Michael Carrick precisa de garantir que as informações que passa nos treinos escalda como a me***”
Gary Neville, por seu lado, procurou serenar os ânimos, aplaudindo a aposta em Steve Holland, que tem um passado enquanto adjunto do Chelsea e da principal seleção de Inglaterra: “Não vou estar aqui a dizer que vai trazer sucesso, mas é um profissional sério. Penso que ele tornou a equipa técnica de Michael Carrick melhor”.
“Quando o Michael foi anunciado, eu pensei ‘OK, ele vai chegar sob grande pressão e precisa de garantir que as informações que passa nos treinos escalda como a me***’. Se ele tivesse trazido apenas Woodgate e Evans, penso que isso teria feito com que o seu trabalho fosse muito mais complicado”, refletiu.
“Se o Steve Holland está nos treinos, pelo menos, tens a certeza de que vão ser sessões de treino da melhor classe. Não estou a dizer que não o eram, antes, porque, provavelmente, já o eram. Eu não sei o que é que Evans e Woodgate são, enquanto treinadores. Eu não sei o que Carrick é, enquanto treinador”, concluiu.
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