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Moçambique atrai 300 milhões dos Emirados para energia e aviação

Moçambique atrai 300 milhões dos Emirados para energia e aviação

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apresentou nos Emirados Árabes Unidos (EAU) um conjunto de oportunidades de investimento estratégico no país, com as áreas da energia, aviação, agricultura, petróleo e gás e tecnologia em primeiro plano.
A missão moçambicana nos EAU terminou a visita de trabalho desta semana com um leque de propostas que ultrapassam os 300 milhões de dólares (cerca de 258 milhões de euros).
A visita de Chapo à capital dos EAU a convite do presidente do país, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, aconteceu no contexto da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026. Viajaram na mesma comitiva o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, e o ministro da Economia, Basílio Muhate.
À margem da participação moçambicana na Semana de Sustentabilidade decorreram outras reuniões bilaterais e iniciativas de atração e promoção de investimento, entre as quais a mesa-redonda de Negócios Moçambique-Emirados Árabes Unidos, organizada pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) em coordenação com a Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana (CCAM). No encontro participaram mais de duas dezenas de empresas dos EAU e sete de Moçambique.
Ao Jornal Económico, Sérgio Matos, presidente da Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana, que acompanhou a missão a Abu Dhabi com vários empresários do país, sublinha que os “Emirados Árabes Unidos são o país que mais tem investido em Moçambique nos últimos anos”.
O país procura financiamento, sobretudo, para projetos estruturantes nos setores do oil&gas, agricultura, mineração e digitalização, listou, apontando a necessidade de encontrar operadores para as Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas Industriais (ZFIs), nomeadamente de Vanduzi e Revubué e a projetada zona de Matutuíne. Entre os projetos de energias renováveis apresentados está a barragem de Mphanda Nkuwa, avaliado em torno de seis mil milhões de dólares. “Estamos a precisar de aumentar a capacidade de energia e a precisar de investimento para o projeto de Mphanda Nkuwa, que tem uma capacidade para 1.500 MW”. De acordo com Sérgio Matos, os vários encontros da missão moçambicana deram frutos, havendo “promessas” de que as algumas empresas se “vão aproximar de Moçambique”.
“Algumas já tinham na sua carteira projetos para desenvolver. Só precisavam de algum conforto, e também aguardavam que a situação de terrorismo em Cabo Delgado acalmasse”, explica ao JE.
Entre os resultados dos vários dias de encontros está o anúncio, por parte do CEO Clubs Network, um dos maiores clubes de presidentes executivos do mundo, de um investimento de 300 milhões de dólares (257,5 milhões de euros) nos setores de energia e aviação no país.

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