Paulité e ferros mantêm Leixões e Oliveirense na luta pela manutenção
O Leixões deixou para trás os dois ‘deslizes’ consecutivos cometidos perante Marítimo (derrota, por 1-4) e Lusitânia de Lourosa (empate a duas bolas), nas duas últimas jornadas da II Liga, e regressou, ao final da manhã deste sábado, às vitórias, ao superar o Felgueiras, em pleno Estádio Dr. Machado de Matos, por 0-1.
Os homens da casa começaram melhor, e até dispuseram das duas primeiras oportunidades para inaugurar o marcador. Ao quinto minuto, um desentendimento entre Naldo e Igor Stefanovic deixou a bola nos pés de Lucas Duarte, que não soube aproveitar, e, ao 13.º, o guarda-redes sérvio voltou a ‘borrar a pintura’, desta feita, ao rematar contra o avançado brasileiro, num lance caricato que por pouco não custou caro.
Quem não marca, arrisca-se a sofrer… e assim foi. Aos 21 minutos, Paulité recebeu um passe de Hugo Faria e ‘disparou’ ao ângulo da baliza à guarda de Felipe Scheibig, que pouco ou nada poderia fazer para evitar tamanha ‘obra de arte’, que acabou por fazer a diferença, na partida da 18.ª jornada do segundo escalão do futebol nacional.
Já no segundo tempo, a toada favorável ao conjunto visitante acentuou-se, sobretudo, a partir da passagem da hora de jogo, quando Gabi Pereira entrou com tudo sobre Paulité e viu o cartão vermelho direto. O treinador do Felgueiras, Agostinho Bento, não gostou, protestou veementemente e recebeu, também ele, ordem de expulsão.
Ferros ‘salvam’ a Oliveirense
Quem também teve motivos para sorrir (ainda que não tanto quanto o Leixões) foi a Oliveirense, que, precisamente à mesma hora, foi ao Estádio de São Luís conquistar um empate sem golos diante do Farense, colocando, assim, um ponto final num ciclo de duas derrotas seguidas (contra Felgueiras, por 1-0, e Feirense, por 3-4).
Apesar do nulo, a verdade é que oportunidades não escassearam, sobretudo, para os algarvios, que, logo no primeiro tempo, viram jogadores como Bruno Almeida, Miguel Menino e, sobretudo, Anthony Carter ameaçarem o golo, ainda que, ora o desacerto, ora a presença de Ricardo Ribeiro, manterem a baliza adversária inviolada.
Já na segunda parte, a culpa da falta de tentos foi, sobretudo… dos ferros da baliza do conjunto visitante, que impediram a festa de Rui Costa (por duas vezes, aos 55 e aos 60 minutos), Balla Sangaré (aos 76 minutos) e Yannick Semedo (aos 81 minutos), para desespero dos anfitriões, que de tudo fizeram para dar uma ‘sacudidela’ no marasmo.
As contas da II Liga
Feitas as contas, com esta série de resultados (que se junta às já consumadas vitórias de Vizela sobre Paços de Ferreira, por 3-0, e Académico de Viseu sobre União de Leiria, por 2-0), o Leixões passa a somar 20 pontos e ascende, provisoriamente, à 14.ª posição da tabela, já fora da zona de despromoção.
Quem por lá permanece, é a Oliveirense, ainda que, agora, com os mesmos 19 pontos de Paços de Ferreira (que mora imediatamente acima da ‘linha de água’), Portimonense e Penafiel (clubes com os quais partilha o fundo da classificação, mas que ainda têm encontro marcado para as 14h00 deste sábado, no Estádio Municipal 25 de Abril).
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