M&M Transportes defende mais apoios na transição para combustíveis alternativos
A M&M Transportes, empresa portuguesa que atua no setor de transporte rodoviário comercial no mercado ibérico, fechou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 5% na prestação de serviços.
Em comunicado a empresa revela que este crescimento foi conseguido num período com grande volatilidade económica e com enormes pressões sobre os custos operacionais. Para a empresa este feito reflete a “aposta na renovação da frota, na eficiência energética e na gestão rigorosa”.
Desde 2018 que a empresa tem apostado na sua transição para combustíveis alternativos, contando, atualmente, com seis camiões GNL e um veículo dual (gasóleo + GNL) na sua frota. Contudo, o preço do gás colocou este projeto em pausa.
“As oscilações de preço tornaram a operação com GNL financeiramente inviável. Em vários momentos, foram os clientes a solicitar que evitássemos estes veículos para reduzir custos logísticos”, explica a administração. A empresa sublinha que nunca recebeu apoios públicos para esta transição.
Apesar da vontade da empresa, ainda há alguns entraves, nomeadamente nos custos, na manutenção mais exigente, na menos autonomia e no acesso limitado a postos de abastecimento. “Apesar das melhorias, a rede de GNL permanece insuficiente em vários pontos da Península Ibérica, obrigando a desvios de rota que anulam ganhos ambientais”, revela a empresa.
A empresa tem uma parceria, há 26 anos, com a Eurowag, que considera “decisiva para a eficiência da operação”, uma vez que permite “otimizar o abastecimento com preços competitivos e melhorar o planeamento de rotas”.
Em comunicado a empresa revela que tem investido na formação contínua dos motoristas, realizada em parceria com fabricantes, com foco na condução eficiente e na segurança.
“Acreditamos que motoristas bem preparados são determinantes para a segurança e para o desempenho da frota”, sublinha a gestão.
Depois de em 2024 fechar com uma faturação de 3,21 milhões de euros, a empresa aponta que em 2026 o setor continue a enfrentar dificuldades na descarbonização. “A tecnologia ainda não responde às necessidades do transporte de longo curso. Faltam veículos eficazes, incentivos reais e condições de operação competitivas”, refere a empresa.
Em comunicado a empresa defende que existam incentivos à aquisição de viaturas ecológicas, a isenção de portagens para veículos alternativos, a expansão da rede de abastecimento e uma maior valorização da sustentabilidade nos concursos públicos e privados.
“Ainda hoje, em grande parte das propostas, o preço continua a ser o fator decisivo — não o tipo de combustível”, salienta. “É essencial assumir responsabilidade ambiental, mas também exigir condições que permitam essa transição. Sem apoio técnico e financeiro adequado, os projetos tornam-se insustentáveis”, sublinha.
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