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Davos 2026: Donald Trump na Suíça por ‘Um Espírito de Diálogo’, o mote deste ano

Davos 2026: Donald Trump na Suíça por ‘Um Espírito de Diálogo’, o mote deste ano

Na cimeira Davos 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump participou apenas por videoconferência, mas este ano, na conferência que abriu esta segunda-feira, estará presente em pessoa – depois de, nos últimos meses, ter inaugurado, dizem quase todos os analistas, uma nova fase das relações internacionais. Com a Ucrânia a não se resolver, mas depois de uma intervenção na Venezuela cuja explicação está contida na nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA – e ao mesmo tempo que o tema da Gronelândia está em desenvolvimento – Trump terá muito para dizer, exatamente sobre essa nova ordem mundial. E falta ainda introduzir a questão das tarifas, que afeta a maioria dos países que estão em Davos e que por si só já tem impacto suficiente para mudar muita coisa.
É pelo menos essa a expectativa dos analistas, nomeadamente dos norte-americanos, que não costumam ser defraudados por Donald Trump. A cidade alpina suíça de Davos recebe mais um encontro anual do Fórum Económico Mundial (WEF) que fica marcado pelo “ataque às regras internacionais que estão em vigor desde a II Guerra Mundial e o seu impacto na paz, na política e na economia globais deverão estar entre os principais tópicos durante o evento de cinco dias“, refere um analista. Curiosamente, o tema deste ano é ‘Um Espírito de Diálogo’.
Donald Trump lidera a maior delegação de sempre a Davos, composta por cinco secretários de Estado e outros altos funcionários. O grupo inclui o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, preparando o terreno para discussões de alto nível sobre a Ucrânia, a Venezuela, Gaza e o Irão.
Além de Donald Trump, são esperados no evento mais de 60 chefes de Estado e de governo, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, o presidente argentino Javier Milei, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o líder sírio Ahmad al-Sharaa – que assim tem a sua estreia nos grandes palcos internacionais e dá mostras de estar a receber (e a entender) a atenção do ocidente.
Espera-se que Trump reúna com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os aliados do G7 de Kiev – incluindo a Alemanha, Itália, França, Reino Unido, Canadá e a presidente da Comissão Europeia, à margem do evento principal. O apoio dos Estados Unidos às garantias de segurança para a Ucrânia estará mais uma vez em cima da mesa.
Para além das guerras, Davos será também palco do debate sobre a economia que, nestes tempos conturbados, tem-se mostrado relativamente resiliente, apesar das tensões comerciais intensificadas e da incerteza política, “em parte graças aos investimentos maciços relacionados com a inteligência artificial (IA) nos EUA, que têm sustentado a maior economia do mundo”, refere uma nota sobre a cimeira.
A situação da dívida de vários países africanos, as medidas cada vez mais protecionistas de alguns países – como forma de resposta às tarifas de Trump, o aumento das restrições ao investimento estrangeiro e a questão do fornecimento de minerais críticos, são outros temas que estarão presentes na Suíça.
Segundo a organização, a IA é outro foco deste ano, com vários eventos e palestras dedicados. Representantes como Satya Nadella, da Microsoft, Jensen Huang, da Nvidia, e Demis Hassabis, diretor de IA da Google, estarão presentes.

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