A carregar agora

Luanda inaugura fábrica com capacidade para montar mais de 20 mil veículos por ano

Luanda inaugura fábrica com capacidade para montar mais de 20 mil veículos por ano

Angola conta a partir desta terça-feira com um complexo industrial com capacidade para montar mil autocarros e 22 mil veículos ligeiros/ano, com o Governo a destacar a criação de emprego e a produção local.
O Complexo Industrial de Montagem de Veículos Automóveis, entre elétricos e híbridos, instalado na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, de um grupo privado angolano, foi inaugurado hoje pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
A unidade industrial – investimento do Grupo Opaia, que não avançou valores -, empregou numa primeira fase 1.500 jovens angolanos e constitui o início de um novo capítulo para a indústria automóvel e para a economia angolana, disse o presidente do grupo empresarial, Agostinho Kapaia.
A fábrica de montagem de veículos “simboliza o compromisso do Estado angolano com a industrialização e a inovação”, afirmou o empresário, garantindo igualmente que o projeto, possui linhas de produção avançadas com práticas industriais responsáveis e ambientalmente sustentáveis.
José de Lima Massano visitou demoradamente o complexo, recebeu explicações sobre o funcionamento e fez inclusive o ‘test-drive‘ de um dos autocarros montados pela Opaia Motors.
“Já tivemos experiências, algumas no passado, que não foram muito bem-sucedidas, tivemos arranques logo seguidos de paragens. O que temos aqui ficamos com esta sensação de ser algo mais bem estruturado, desde logo o facto de os investidores nacionais, do ponto de vista tecnológico, terem encontrado parceiros de referência para os variados segmentos da indústria automóvel que se propõem desenvolver”, afirmou o governante.
Massano destacou também os postos de trabalho criados: numa primeira fase conta com 1.500 e prevê-se um alargamento para cerca de 3.500 trabalhadores, com o ministro a sublinhar que se trata de mão-de-obra nacional, a maioria jovem.
O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola disse ter verificado igualmente o potencial dos equipamentos em montagem na fábrica, referindo que o modelo das viaturas que os promotores entenderam desenvolver têm grande possibilidade de integrar componentes de produção local.
“Vimos, por exemplo os autocarros, que vai ser possível ter os bancos e pavimentos feitos aqui em Angola, e vamos também fazendo esta integração e pensamos que no modo como está desenhado é uma solução integrada que nos dá também esta perspetiva de sustentabilidade no médio e longo prazo”, assinalou, realçando que o executivo vai continuar a potenciar a produção e iniciativas locais.
Já o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, considerou que o projeto industrial reflete uma decisão estratégica de soberania produtiva, assegurando que o mesmo vem dotar o país de capacidade interna para fabricar e montar meios que asseguram a mobilidade coletiva.
Para o governante, a pressão crescente sobre o setor dos transportes, “resultante do crescimento demográfico, da expansão urbana e da intensidade das deslocações diárias”, não se resolve apenas com planeamento ou aquisição pontual de frotas.
“Resolve-se com capacidade produtiva instalada no país, com continuidade de oferta e com uma cadeia de valor nacional que sustente essa capacidade ao longo do tempo”, salientou, concluindo que a produção local de veículos automóveis, a começar pela montagem de autocarros, veículos ligeiros e comerciais, “responde exatamente a essa lógica”.

Share this content:

Publicar comentário