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Endividamento das famílias fixa novos máximos em novembro

Endividamento das famílias fixa novos máximos em novembro

A dívida das famílias portuguesas continua a crescer e atingiu novo máximo histórico em novembro, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Desde abril de 2024 que este indicador tem vindo a crescer e em constante aceleração.
O endividamento dos particulares chegou a 171 mil milhões de euros em novembro do ano passado, uma subida de 8,6% em termos homólogos e o valor mais elevado da série estatística compilada pelo BdP, que começou em 2008. Em termos absolutos, o aumento foi de 1,1 milhões de euros em relação ao mês anterior.
Esta subida deveu-se sobretudo a créditos à habitação, detalha a nota do BdP.
Desde abril de 2024 que o endividamento dos particulares tem crescido de forma sustentada na análise homóloga, registando taxas de crescimento positivas desde então. Mais, também desde então este crescimento tem acelerado, passando de uma subida de 0,21% para um salto de 8,57% na leitura mais recente e com um perfil crescente ao longo de todo este intervalo.
Também o endividamento das empresas privadas cresceu 500 milhões de euros, fruto de empréstimos contraídos perante o sector financeiro e o exterior. Em termos relativos, isto traduz-se num aumento homólogo de 3,1%, o que compara com os 2,4% do mês anterior.
No que respeita ao sector público, a dívida cresceu mil milhões de euros, com destaque para as administrações públicas, cujo montante em dívida cresceu 2,8 mil milhões à boleia de mais 1,8 mil milhões de responsabilidades em depósitos junto do Tesouro e outros 600 milhões em empréstimos.
Em sentido inverso, o endividamento público perante o exterior recuou 1,5 mil milhões de euros e outros 400 milhões perante o sector financeiro “essencialmente pela amortização líquida de títulos de dívida pública portuguesa em carteira daqueles sectores”, explica a nota.

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