CEO da TotalEnergies e Paula Amorim na Namíbia para consolidar investimento nos projetos Venus e Mopane
Os líderes das duas petrolíferas reuniram-se esta sexta-feira em Windhoek, na Namíbia, com a Presidente Netumbo Nandi-Ndaitwah para consolidar a parceria nos projetos Venus e Mopane. A decisão final de investimento para Venus é esperada ainda em 2026.
A Namíbia deu assim hoje um passo decisivo para se afirmar como o próximo grande polo energético global.
Em comunicado as empresas relatam que numa reunião de alto nível realizada esta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, e Paula Amorim, Presidente da Galp, foram recebidos pela Presidente da República da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, num encontro que serviu para ratificar o compromisso de longo prazo das duas empresas com o país e detalhar o roteiro da parceria estratégica recentemente anunciada para a Bacia do Orange.
O centro da discussão foi o novo acordo de colaboração que redefine o panorama offshore na região. Sob os novos termos, a TotalEnergies assumirá a operação da licença PEL 83 (onde se encontra a descoberta Mopane), enquanto a Galp integrará as licenças PEL 56 e PEL 91, associadas à gigante descoberta Venus.
Esta “troca” de competências visa otimizar o desenvolvimento dos recursos. Ao alinhar a experiência da TotalEnergies em projetos de águas profundas com os ativos da Galp, as empresas pretendem acelerar a transição da exploração para a produção efetiva.
No projeto Venus, o conceito de desenvolvimento já está definido, e os parceiros trabalham agora para assegurar as condições necessárias para uma Decisão Final de Investimento (FID) ainda este ano.
Simultaneamente, no projeto Mopane, está prevista uma intensa campanha de exploração e avaliação que incluirá a perfuração de três poços. O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre a dimensão dos recursos e preparar o caminho para a fase de desenvolvimento comercial.
Desta forma o ano de 2026 será crítico para o setor energético namibiano.
Durante a audiência, os gestores executivos sublinharam que o sucesso destes projetos está intrinsecamente ligado à criação de valor para a economia local. Foram destacados os impactos positivos previstos na criação de emprego, no desenvolvimento de competências técnicas para quadros namibianos e no fortalecimento da indústria nacional.
“Estamos a lançar as bases para um novo pólo energético na região que combine excelência operacional e prosperidade partilhada”, afirmou Patrick Pouyanné, destacando a importância de desenvolver o potencial de águas profundas de forma responsável.
Paula Amorim reiterou que a Namíbia é hoje uma prioridade central para a Galp. “As descobertas de Mopane representam uma oportunidade transformacional. O nosso compromisso com a Namíbia é hoje mais forte do que nunca”, afirmou a Presidente da Galp, sublinhando a confiança no país como um futuro ecossistema energético de relevância mundial.
Por fim, para garantir a execução eficiente destas fases ambiciosas, as petrolíferas reforçaram junto do Governo a importância de manter um enquadramento regulatório favorável e estável.
A Presidente Netumbo Nandi-Ndaitwah, por sua vez, viu reafirmada a confiança dos investidores estrangeiros num setor que promete alterar radicalmente a trajetória económica da Namíbia nas próximas décadas.
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