Proveitos totais do turismo subiram 6,6%, para 336 milhões em dezembro
Os proveitos totais do turismo atingiram os 336 milhões de euros em dezembro, o que significou uma subida homóloga de 6,6%, tendo os os proveitos de aposento aumentado 5,7%, para 236 milhões de euros, (+1,6% e +1,1% em novembro, pela mesma ordem), segundo a estimativa rápida de atividade do setor divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
A Grande isboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos de dezembro (32,2% dos proveitos totais e 34,3% dos proveitos de aposento), seguida do orte (18,5% e 18,4%, respetivamente) e da Região Autónoma da Madeira (18,0% e 17,7%, pela mesma ordem). Os acréscimos mais expressivos de proveitos ocorreram no este e Vale do Tejo (+13,5% nos proveitos totais e +13,7% nos de aposento), no Algarve (+12,2% e +9,8%, pela mesma ordem) e no Centro (+10,4% e +14,5%, respetivamente).
No mês em análise, o setor do turismo registou 1,9 milhões de hóspedes (+4,4%) e 4,3 milhões de dormidas (+3,0%) e de +0,6% e +0,7%, pela mesma ordem em novembro. Em dezembro, os hóspedes residentes totalizaram 988,1 mil, superando ligeiramente os não residentes (948,5 mil) pela primeira vez desde dezembro de 2023 e representando 51,0% do total de hóspedes.
As dormidas de residentes atingiram 1,7 milhões, refletindo um crescimento de 6,0% (+0,8% em novembro). As dormidas de não residentes ascenderam a 2,6 milhões, com um aumento de 1,1% (+0,6% em novembro).
Os resultados preliminares de 2025 apontam para 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, traduzindo crescimentos anuais de 3,0% e 2,2%, respetivamente (+5,2% e +4,1% em 2024, pela mesma ordem).
Em comparação com 2024, observou-se uma aceleração do crescimento das dormidas dosresidentes (+5,4%; +2,2% em 2024) e um abrandamento nas dos não residentes (+0,8%; +4,9% em 2024). As dormidas de não residentes predominaram (69,4% do total) e atingiram 57,0 milhões, enquanto as realizadas por residentes (30,6% do total) totalizaram 25,1 milhões.
Os dez principais mercados emissores representaram 71,1% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com 13,5% do total e um ligeiro crescimento de 0,1% (-4,4% em novembro), o mercado espanhol, segundo principal mercado emissor em dezembro (12,5% do total), manteve a trajetória de diminuição, com uma redução de 3,7% (após -6,5% em novembro). Seguiu-se o mercado alemão, na 3ª posição, com uma quota de 11,4% e um crescimento de 0,8% (+3,9% em novembro).
Entre os dez principais mercados emissores em dezembro, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+10,3%). O maior decréscimo observou-se no mercado francês (-11,0%). o conjunto do ano de 2025, o mercado britânico manteve-se como o principal mercado emissor (17,7% do total de dormidas de não residentes), apesar de uma diminuição de 1,5%. Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total), norte americano (9,6% do total), espanhol (9,1% do total) e francês (7,4% do total).
Ainda entre os principais mercados, o canadiano (+5,8%) e o norte-americano (+4,9%) destacaram-se pelos maiores crescimentos, enquanto os mercados francês e espanhol registaram as maiores reduções (-7,0% e -5,2%, respetivamente).
Os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Centro (+8,4%), no este e Vale do Tejo (+5,7%) e no orte (+5,2%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentaram decréscimos de 4,5% e 2,1%, respetivamente. As regiões com maior peso no total de dormidas foram a Grande isboa (28,5%) e o orte (20,6%). Os maiores aumentos das dormidas de residentes ocorreram no Centro (+11,2%), na Grande Lisboa e na Região Autónoma dos Açores (+8,5% em ambas), enquanto na Península de Setúbal e na RA adeira se registaram decréscimos (-2,6% e -2,2%, respetivamente).
Relativamente às dormidas de não residentes, os maiores aumentos registaram-se no este e Vale do Tejo (+8,5%), seguido do Alentejo (+7,2%). A Região Autónoma dos Açores registou um decréscimo expressivo (-18,2%). No conjunto do ano de 2025, todas as regiões registaram crescimento nas dormidas, com os maiores aumentos a ocorrerem no Alentejo (+6,3%), na Península de Setúbal (+4,7%) e no orte (+4,5%).
O Algarve concentrou 25,4% do total das dormidas em 2025, seguindo-se a Grande Lisboa (23,9% do total) e o Norte (18,0%). orte foi o principal destino dos residentes (21,7% das dormidas de residentes), seguido do Algarve (19,2% do total). As dormidas de não residentes concentraram-se, essencialmente, no Algarve (28,1% do total de dormidas de não residentes) e na Grande isboa (28,0% do total).
No Centro e no Alentejo, em 2025, predominaram as dormidas de residentes (68,2% e 66,8%, respetivamente), enquanto nas restantes regiões as dormidas de não residentes foram dominantes. A Região Autónoma da Madeira e a Grande Lisboa foram as regiões mais dependentes dos mercados externos (82,5% e 81,4% do total de dormidas em 2025, pela mesma ordem).
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