A carregar agora

Guiné-Bissau: Candidato exilado Fernando Dias da Costa regressou a casa

Guiné-Bissau: Candidato exilado Fernando Dias da Costa regressou a casa

O candidato que reclamou vitória nas presidenciais da Guiné-Bissau, Fernando Dias da Costa, regressou esta sexta-feira a casa depois de ter passado as últimas semanas exilado na embaixada da Nigéria, disse à Lusa fonte partidária.
 Líder de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), Dias da Costa exilou-se na embaixada nigeriana, na sequência do golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025 e depois de se considerar vencedor das eleições realizadas no dia 23 do mesmo mês.
De acordo com a fonte, o político chegou à sua residência nos subúrbios de Bissau por volta das 21h30 acompanhado do ministro senegalês da Defesa, general Birame Diop, enviado do Presidente do seu país, Bassirou Diomaye Faye, para ajudar na resolução da crise política pós-eleitoral na Guiné-Bissau.
O Presidente do Senegal faz parte de um grupo de chefes de Estado encarregados pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de ajudar a encontrar soluções para a crise na Guiné-Bissau.
Num vídeo visionado pela Lusa nas redes sociais de guineenses, era possível ver o momento em que Fernando Dias da Costa chegava à sua residência onde foi saudado por uma pequena multidão de pessoas.
 Com o tradicional barrete (gorro) vermelho na cabeça, o político, já no interior da sua residência, foi saudado pelos dirigentes da ala do PRS que o tem como líder do partido do falecido ex-presidente guineense, Kumba Ialá, enquanto outra ala se tornou fiel ao Presidente da República deposto, Umaro Sissoco Embaló.
A mesma fonte do partido acrescentou que a casa de Fernando Dias da Costa estava cercada por militares e polícias que não permitem a entrada de pessoas.
Antes da saída de Fernando Dias da embaixada da Nigéria, tinha sido libertado da cadeia o líder do partido PAIGC, Domingos Simões Pereira, que passou a estar em prisão domiciliária.
A 26 de novembro de 2025, os militares tomaram o poder, depuseram o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, e o processo eleitoral foi interrompido sem a divulgação dos resultados oficiais.
Vários opositores políticos do regime de Sissoco Embaló foram detidos, entre eles o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira.
Simões Pereira e o histórico partido PAIGC foram afastados das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de 23 de novembro por decisão judicial e apoiaram Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta.
Nos dois meses no poder, os militares alteraram a Constituição da Guiné-Bissau, atribuindo mais poderes ao Presidente da República, e marcaram novas eleições gerais para 06 de dezembro.
Nesta sexta-feira, um grupo de dirigentes e militantes do PAIGC defendeu que o líder Simões Pereira não pode dirigir o partido em prisão domiciliária e pediu uma direção de transição até ao congresso que deverá ocorrer em novembro para escolher um novo líder.

Share this content:

Publicar comentário