Arrasador. AA Avanca acusa Benfica de tentar ganhar jogo na secretaria
Está o caldo entornado na Taça de Portugal de andebol e tudo por causa do apuramento do Benfica para os oitavos de final da competição. Num explosivo comunicado partilhado este domingo através das plataformas oficiais, o AA Avança mostra-se inconformado com a decisão e aponta o dedo aos encarnados e à Federação de Andebol de Portugal (FAP).
Marcado inicialmente para a noite da passada quarta-feira, 4 de fevereiro, o jogo A Avanca-Benfica, dos 16 avos de final da Taça de Portugal de andebol, foi suspenso aos 5 minutos, com o resultado em 2-4, devido ao piso escorregadio.
A partida deveria ter sido retomado às 18 horas deste sábado, mas não chegou a recomeçar, devido às alegadas más condições do piso do Pavilhão Municipal Comendador Adelino Dias Costa, de acordo com a interpretação da equipa de arbitragem.
Em face do ocorrido, foi atribuída derrota por falta de comparência à equipa da região de Aveiro, como determinam os regulamentos, e as águias avançam para os oitavos de final. É esta decisão que o AA Avanca não aceita e deu conta da insatisfação em comunicado.
Confira o comunicado na íntegra:
“Portugal atravessa desde há semanas sucessivas um período de intempéries extremas que tem deixado enumeras localidades em situação de catástrofe. O concelho de Estarreja foi sinalizado como um dos 68 concelhos em situação de calamidade pública decretada pelo governo. Na última semana, a intensa precipitação, e os consequentes níveis elevadíssimos de humidade relativa têm sido uma constante na nossa região, em particular em todo o cordão litoral dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.
Nestes dias conturbados, na zona centro do país, inúmeros jogos de diversas modalidades têm vindo a ser adiados por falta de condições para a sua realização. Uma situação óbvia em contexto de calamidade!
Na passada quarta-feira não foi possível disputar o jogo do Avanca com o Benfica para a Taça de Portugal, por falta de condições do piso ao nível da humidade, tanto no Pavilhão Municipal de Avanca como no Pavilhão Municipal de Estarreja. A realização do jogo ficou marcada/adiada para ontem, dia 7 de fevereiro, em Avanca.
A Artística de Avanca desenvolveu todas as ações para dotar o pavilhão das condições necessárias à realização do jogo, instalando e funcionando desde a manhã de dia 7 com 2 canhões de calor e desde há 3 dias, ininterruptamente, com 2 desumidificadores industriais. À hora prevista para a realização do jogo, estavam asseguradas as condições de segurança, conforme foi comprovado pela delegada ao jogo e pela dupla de arbitragem.
Aconteceu que, desde o início do jogo, se percebeu que a equipa do Benfica não queria disputar a partida… à frente perceber-se-á porquê. Chegaram ao ponto de simular quedas decorrentes de presumíveis escorregadelas! Temos imagens que o comprovam. Todo esse teatro para forçar a interrupção da partida e a sua disputa. Porquê? Porque a Federação de Andebol de Portugal, aquando do agendamento da nova data do jogo, tinha definido que se a Artística de Avanca não conseguisse um recinto para a realização do jogo em condições de segurança, ficava sujeita a perder o jogo! O oportunismo da equipa do Benfica a partir desta posição da federação foi evidente. Tudo fizeram para o jogo não se realizar sabendo das consequências previstas para o Avanca.
Aqui chegados, consideramos ser:
Absoluta e profundamente lamentável a postura de insensibilidade da Federação de Andebol de Portugal ao definir com ameaça associada, as condições da nova data de realização do jogo, sem ter em conta a condições climatéricas que assolam a nossa região;
Vergonhosa a atitude do Benfica querendo ganhar o jogo com expedientes de secretaria (veja-se a rapidez com que publicaram as redes sociais a passagem à fase seguinte da prova).
Importa lembrar aqui que este jogo esteve marcado para ser disputado dia 20 de dezembro e foi a Federação de Andebol de Portugal a alterar a sua realização… Deixamos à consideração de quem nos lê a investigação das razões que levaram a tal alteração. Podemos garantir que não foi para salvaguarda dos interesses do Avanca! A conclusão óbvia a que se chega é que como se já não bastasse aos clubes como o nosso, sobreviverem com dificuldades permanentes no dia-a-dia, ainda temos a federação da modalidade e um clube com a dimensão do Benfica a “ajudar” para complicar ainda mais a nossa vida. O orgulho que temos, por exemplo, nas nossas seleções nacionais, não pode servir de cortina de fumo para a falta de respeito e consideração para com os clubes que, diariamente, asseguram que o andebol é uma modalidade transversal ao nosso território e não apenas uma coutada particular entre 3 ou 4 clubes!
A Direção da Artística de Avanca,
8 de fevereiro de 2026″
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