F1: Oliver Bearman frustrado com exigência da nova geração de carros
Oliver Bearman admitiu frustração com as exigências técnicas da nova geração de carros da Fórmula 1, marcada por uma forte dependência da energia elétrica e por uma gestão rigorosa da potência ao longo da volta. O jovem britânico, piloto da Haas, considera que esta realidade obriga a uma mudança profunda de instintos ao volante.
Com as unidades motrizes revistas e um equilíbrio quase igual entre combustão e eletricidade, os pilotos passaram a ter de gerir cuidadosamente a aceleração para não desperdiçar energia elétrica, recorrendo com frequência ao chamado lift-and-coast — levantar o pé do acelerador e deixar o carro rolar — mesmo em voltas rápidas.
Para Bearman, esta adaptação tem sido difícil, sentindo que a velocidade está agora indissociável da prudência. Apesar dessas limitações aparentes, os números impressionam: os novos monolugares continuam extremamente rápidos, beneficiando de menor resistência aerodinâmica e de fortes impulsos elétricos.
Citado pelo Motorsport.com, Oliver Bearman afirmou:
“A parte irritante é definitivamente a gestão de energia, o clipping e todas essas coisas. É muito mais do que aquilo a que estávamos habituados, mas isso é normal, tendo em conta a maior dependência da componente elétrica em relação à geração anterior. Era de esperar, mas senti-lo pela primeira vez na realidade é um pouco triste.”
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