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S&P prevê crise imobiliária da China com forte queda nas vendas

S&P prevê crise imobiliária da China com forte queda nas vendas

A crise imobiliária na China vai prolongar-se em 2026, com nova queda acentuada nas vendas de casas novas e sinais de crescente pressão sobre os promotores mais endividados. De acordo com a agência S&P estima-se que as vendas deverão cair entre 10% e 14% ao longo do ano, pior do que as estimativas de outubro passado, que apontavam para uma desaceleração entre 5% e 8%.  “Esta é uma recessão tão enraizada que apenas o governo tem capacidade para absorver o excesso de inventário”, disseram os analistas numa nota. Acrescentaram que o Estado poderia comprar mais propriedades não vendidas para criar habitação acessível, mas que, até agora, esses esforços têm sido pontuais.
A S&P afirmou estar particularmente preocupada com o facto de a queda dos preços nas maiores cidades da China se ter agravado no quarto trimestre do ano passado. “O excesso de oferta de habitação primária na China mantém fora de alcance uma recuperação do mercado imobiliário”, disseram os analistas da S&P, observando que o excesso de oferta deverá pressionar os preços a cair mais 2% a 4% este ano, após uma queda semelhante no ano passado.
A retração também se reflete no mercado de terrenos. Até 25 de janeiro, as transações de terrenos em todo o país totalizavam 62,2 mil milhões de yuan (7,5 mil milhões de euros) — uma queda de 90% em relação a dezembro e de 59% face ao período homólogo —, o que aponta para uma futura redução na oferta e nas vendas.

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