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Fidelidade retoma projeto de IPO para 2027 e pode valer mais de 3 mil milhões de euros

Fidelidade retoma projeto de IPO para 2027 e pode valer mais de 3 mil milhões de euros

A Fidelidade – Companhia de Seguros está a preparar uma eventual entrada em bolsa em Lisboa, que poderá avaliar a empresa em mais de 3 mil milhões de euros. A notícia foi avançada pela Bloomberg.
A seguradora portuguesa controlada pelo conglomerado chinês Fosun International Ltd., está a realizar trabalhos preliminares para uma eventual abertura de capital em Lisboa, que poderá avaliar a empresa em mais de 3 mil milhões de euros, segundo avançaram fontes familiarizadas com o assunto à agência noticiosa.
A maior seguradora de Portugal tem mantido conversações nas últimas semanas com bancos e potenciais investidores sobre uma eventual oferta pública inicial (IPO), disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas porque a informação é confidencial. Mas ainda não nomeou assessores financeiros segundo a Bloomberg que diz que o objetivo é realizar a abertura de capital no início do próximo ano.
Apesar de a seguradora estar em conversações com bancos e potenciais investidores sobre uma possível oferta pública inicial (IPO), mas as discussões estão numa fase inicial e podem não resultar numa venda de ações. Isto é, a Fidelidade está a “fazer o trabalho de casa”, mas fonte da companhia garante ao Jornal Económico que “nada está ainda decidido”.
Uma entrada em bolsa impulsionaria a Euronext Lisboa, que tem apresentado uma atividade limitada de IPOs nos últimos anos, no meio de mercados de capitais fracos e da escassez de vendas de ações em grande escala no sul da Europa.
O projeto de por a Fidelidade na bolsa remonta a 2024, tal como noticiado em primeira-mão pelo Jornal Económico na altura. Mas tem vindo a ser adiado.
Hoje a Bloomberg diz que as conversações estão numa fase inicial e podem não resultar numa venda de ações, segundo as fontes. Um representante da Fidelidade recusou comentar os planos de abertura de capital e a avaliação à Bloomberg. A Fosun não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado para o e-mail da sua assessoria de imprensa.
A Fosun, cujos negócios abrangem o turismo, os produtos farmacêuticos e as finanças, pagou mil milhões de euros em 2014 por 80% da Fidelidade e detém agora cerca de 85% da seguradora. A Caixa Geral de Depósitos detém os restantes 15%.
Em novembro, o CEO da Fidelidade, Rogério Campos Henriques, declarou ao jornal Jornal de Negócios que a avaliação da empresa poderia ser “significativamente superior” a 3 mil milhões de euros (3,6 mil milhões de dólares).
A Fidelidade tinha inicialmente previsto uma oferta pública inicial (IPO) para 2025, um plano anunciado há quase dois anos que incluía, em primeiro lugar, a cotação da sua operadora hospitalar Luz Saúde. O calendário foi adiado depois de a Fidelidade ter arquivado a oferta da Luz Saúde e, em vez disso, ter vendido uma participação minoritária na empresa ao Macquarie Group Ltd., com sede em Sydney, no ano passado, por cerca de 310 milhões de euros.
Uma cotação representaria um impulso raro para a Euronext Lisboa. A bolsa portuguesa tem tido dificuldades em atrair novos emitentes, com várias empresas a optarem por capitais privados ou por mercados externos.
O principal índice PSI de Lisboa conta apenas com 16 empresas, sendo um dos mais baixos índices de referência da Europa Ocidental. Lisboa não regista uma grande abertura de capital desde 2021 e a Euronext NV, detentora de bolsas de valores, incluindo a Bolsa de Portugal, não realizou um IPO significativo no ano passado.
Esta semana, a Fidelidade captou novos fundos através de uma emissão de obrigações liderada pelo BNP Paribas SA, CaixaBI, Deutsche Bank AG, JP Morgan Chase & Co. e Société Générale SA, lançando também uma oferta de recompra de dívida com maturidade em 2031.

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