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DWS adquire Cleanwatts e injeta 150 milhões até 2030 para acelerar Comunidades de Energia em Portugal

DWS adquire Cleanwatts e injeta 150 milhões até 2030 para acelerar Comunidades de Energia em Portugal

A Cleanwatts, tecnológica portuguesa sediada em Coimbra e pioneira na gestão de Comunidades de Energia Renovável (CER), acaba de anunciar uma mudança na sua estrutura acionista.
Um fundo de infraestruturas gerido pela DWS, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, adquiriu 100% da empresa (até agora detida maioritariamente pela Verdane), estabelecendo um plano de investimento de 150 milhões de euros para os próximos quatro anos.
Em comunicado a empresa refere que “a entrada da DWS, que passa a deter a Cleanwatts a 100%, prevê um investimento na ordem dos 150 milhões de euros até 2030, tendo por base os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), que prevê um crescimento da geração descentralizada superior a outros países europeus, devido ao elevado número de horas solares e à regulamentação que são favoráveis ao ecossistema das Comunidades de Energia”.
Gerar energia renovável com preço competitivo junto aos locais de consumo, acompanhar o aumento da procura devido à crescente eletrificação e digitalização da economia, alavancar a utilização de baterias para redução de custos e mitigar, significativamente, a contribuição dos gases com efeito de estufa nos produtos de grande consumo estão entre as prioridades das duas empresas.
Exportar o modelo português
A entrada da DWS não visa apenas o mercado interno. Miguel Horta e Costa, Partner da DWS, aponta que a sofisticação da regulamentação portuguesa permite que a plataforma de gestão da Cleanwatts seja, no futuro, exportada para outros países europeus à medida que as suas legislações evoluam.
Com este investimento, a Cleanwatts reforça a sua competência técnica e prepara-se para liderar a nova vaga de comunidades de energia, integrando tecnologias de ponta, como o armazenamento em baterias, para responder à crescente procura por soluções de energia limpa e local.
Segundo a DWS, Portugal destaca-se no panorama europeu por possuir uma regulamentação energética avançada, que serve de modelo para a implementação de projetos de descarbonização inovadores à escala local. A combinação de um quadro legal favorável com o elevado número de horas de sol torna o país o terreno ideal para escalar o modelo de geração descentralizada.
O novo plano de negócios da Cleanwatts prioriza os chamados “clientes-âncora” — grandes superfícies comerciais e unidades industriais. A estratégia passa pela instalação de centrais fotovoltaicas sem qualquer investimento inicial por parte das empresas. Em troca, estas beneficiam de energia a um custo competitivo, previsível e protegido da volatilidade do mercado, enquanto reduzem drasticamente a sua pegada de carbono através da eletrificação e digitalização.
Pedro Antão Alves, CEO da Cleanwatts, sublinha que o objetivo é simplificar a transição energética das empresas, garantindo que estas produzam o máximo de energia com a luz solar disponível através de uma engenharia de monitorização de elevado rendimento.
Além da eficiência operacional, o modelo tem uma forte componente social: o excedente de energia produzido por estas indústrias pode ser partilhado com a vizinhança a preços inferiores aos do mercado, promovendo a sustentabilidade da comunidade local.
 

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