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Ouro atinge máximo de fevereiro com anulação das tarifas norte-americanas

Ouro atinge máximo de fevereiro com anulação das tarifas norte-americanas

O preço do ouro atingiu esta segunda-feira um máximo de fevereiro, destaca o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, estando nesta altura a transacionar [os futuros desta matéria-prima] nos 5.172 dólares, uma valorização de 1,81%. Esta subida justifica-se pelo aumento da procura por ativos de refúgio depois de na sexta-feira o Supremo Tribunal norte-americano ter anulado as tarifas impostas pela administração norte-americana, liderada por Donald Trump. No sábado Donald Trump anunciava uma tarifa global que passaria de 10% para 15%. Esta segunda-feira o euro está a ter uma ligeira desvalorização face ao dólar.
“O metal precioso está a ser sustentado por um aumento da procura por ativos de refúgio, após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter decidido contra a imposição arbitrária de tarifas sobre as importações por parte da administração, decisão que foi seguida pela introdução, pela Casa Branca, de uma taxa global de 15%. Este desenvolvimento está a gerar incerteza e poderá perturbar as cadeias de abastecimento globais, agravando as preocupações persistentes quanto às perspetivas da economia mundial”, assinala Ricardo Evangelista.
“Ao mesmo tempo, as conversações entre a Rússia e a Ucrânia não produziram quaisquer progressos, enquanto a possibilidade de um conflito em larga escala entre os Estados Unidos e o Irão permanece em cima da mesa, mantendo as tensões geopolíticas em níveis elevados e reforçando o apelo do ouro enquanto ativo de refúgio”, reforça o CEO da ActivTrades Europe.
Ricardo Evangelista considera que face a este contexto, e também à fraqueza do dólar norte-americano, “após a divulgação de dados de inflação encorajadores” nos Estados Unidos na passada sexta-feira, “poderá haver margem para novas subidas” nos preços do ouro.
Já o analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, assinala que a decisão do Supremo Tribunal de anular as tarifas, e o anúncio de novas tarifas de Trump no dia seguinte, fez com que o impacto nos índices bolsistas norte-americanos tenha sido “limitado”, uma vez que os investidores interpretaram a decisão como um “entrave jurídico e não como uma mudança de orientação da política comercial” dos Estados Unidos.
Esta segunda-feira, depois de conhecida a decisão do Supremo Tribunal norte-americano sobre as tarifas, o BNP Paribas assinalava que a economia dos Estados Unidos (EUA) “deverá crescer acima do seu potencial” em 2026, com uma taxa média de crescimento anual de 2,9%, acima dos 2,2% registados em 2025.
“Esta aparente resiliência à incerteza e aos choques tarifários, aliada a uma produtividade acima da média, mascara um padrão de crescimento em forma de K, impulsionado por investimentos motivados pelo otimismo em torno da inteligência artificial (IA) e pelo consumo dos indivíduos mais ricos, num contexto de avaliações historicamente elevadas do mercado bolsista”, refere o BNP Paribas, que espera também que o dólar “continue a desvalorizar” face ao euro.
No mercado cambial o euro está nesta altura a quebrar 0,06%, face ao dólar, para os 1,17848 dólares.

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