Rangel: Portugal disposto a reforçar sanções da UE contra Israel por expansão de colonatos
O ministro dos Negócios Estrangeiros português admitiu esta segunda-feira um reforço das sanções da União Europeia (UE) contra Israel devido à expansão de colonatos na Cisjordânia, considerando que é necessário enviar um “sinal muito claro” a Telavive.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas, Paulo Rangel salientou que o Governo português tem “condenado sistematicamente aquilo que está a acontecer na Cisjordânia”, seja nas Nações Unidas ou através de declarações conjuntas com outros Estados.
“Olhamos com muita preocupação e teremos de ver como é que o Conselho [dos Negócios Estrangeiros] se vai posicionar, mas evidentemente que já há sanções, nomeadamente a colonos violentos, e eu admito que essas sanções mereçam um reforço perante os passos que estão a ser dados”, afirmou.
Questionado se Portugal estaria também disponível para aprovar sanções da UE dirigidas a ministros israelitas, Rangel respondeu: “Se assim for decidido, nós estaremos aqui para considerar essa matéria”.
“O que eu digo é que nós consideramos que tem de ser dado um sinal muito claro ao Governo de Israel que este plano que tem para a Cisjordânia não é aceitável e isso pode passar pelo reforço de sanções de variado tipo”, disse.
Rangel reiterou que o Governo português vê “com grande, grande preocupação o que se está a passar na Cisjordânia”, considerando que é um “impedimento à solução dos dois Estados”, que Portugal subscreve “há muitas décadas” e para a qual deu “passos muito significativos”, designadamente com o reconhecimento do Estado da Palestina, em setembro de 2025.
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