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EDP quer fornecer energia verde a centro de dados de Sines

EDP quer fornecer energia verde a centro de dados de Sines

A EDP quer fornecer energia verde ao centro de dados de Sines. O projeto da Start Campus já tem a primeira fase concluída e vai agora avançar para a construção da segunda fase.
Ali ao lado a sul de Sines, jaz a antiga central a carvão da EDP. Encerrada desde janeiro de 2021, a central já foi demolida, mas o terreno continua lá por utilizar com potencial para a produção de energia renovável ou até para instalar centros de dados.
Agora, a anglo-americana Start Campus fecha um acordo com a sua vizinha EDP com vista a explorar oportunidades em várias áreas. Ainda não há nada fechado, mas a ideia futura é fornecer eletricidade, mas também pode passar pela partilha de infraestruturas ou pela cedência de terrenos, apurou o JE.
Na imagem que acompanha esta notícia é possível ver a antiga central da EDP no lado direito, entretanto demolida, e uma projeção do centro de dados concluído, do lado esquerdo. Neste momento, apenas o primeiro pavilhão foi concluído.
A Start Campus é um consórcio formado pelos britânicos da Pioneer Point Partners e o fundo norte-americano Davidson Kempner que planeiam investir 8,5 mil milhões de euros para construir 1,2 gigawatts de capacidade em Sines para alimentar a vaga mundial de inteligência artificial (IA).
Oficialmente, as duas empresas anunciaram esta quarta-feira que assinaram um memorando de entendimento (MoU). O objetivo é “acelerar o desenvolvimento de energia renovável para responder ao crescimento da procura digital, reforçando simultaneamente a resiliência da rede elétrica e a estabilidade do sistema a longo prazo”.
Depois, “estabelecer a EDP como parceiro preferencial de longo prazo da Start Campus para soluções de energia verde”.
Por último, “explorar sinergias e oportunidades de cooperação em Sines e em futuros desenvolvimentos de centros de dados em Portugal e, potencialmente, noutros mercados”, segundo o comunicado.
Arrancam agora as discussões “técnicas, comerciais e estratégicas” para “acelerar soluções renováveis competitivas que apoiem o crescimento da procura digital, reforcem a resiliência da rede, assegurem estabilidade de preços a longo prazo e reduzam a dependência de importações transfronteiriças”.
A parceria pretende “viabilizar o desenvolvimento eficiente de infraestruturas digitais de nova geração em toda a região e contribuir para a adoção de eletricidade renovável”.
“Este enquadramento de parceria reúne duas empresas de referência e foi concebido para alinhar novos desenvolvimentos e investimentos nos setores da energia e do digital em Portugal, tendo como âncora inicial o SINES Data Campus, reforçando a posição do país na linha da frente da transição digital e energética verde na Europa”, pode-se ler no comunicado.
Até 2030, a Europa deverá assistir a um disparo na procura de eletricidade por parte dos centros de dados, com 70 TWh adicionais de consumo.
“A EDP está preparada para apoiar o desenvolvimento de infraestruturas digitais que possam escalar de forma fiável e sustentável, alavancando as suas fortes competências em eletricidade renovável e gestão de energia”, disse Ana Quelhas, diretora da Unidade de Negócio de Hidrogénio e Data Centers da EDP. “A experiência e histórico da EDP na promoção de energia limpa, combinados com a especialização da Start Campus no desenvolvimento de centros de dados de classe mundial, constituem uma base sólida para disponibilizar, em Portugal, infraestruturas digitais à escala alimentadas por energia renovável”.

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