Livre recomenda ao Governo a criação urgente do Programa Nacional de Intervenção Psicossocial em Eventos Extremos
O Livre deu entrada, esta quarta-feira, de um projeto de resolução onde recomenda ao Governo a criação urgente do Programa Nacional de Intervenção Psicossocial em Eventos Extremos.
No projeto de resolução, o Livre sublinhou que “entre janeiro e fevereiro de 2026, Portugal foi atingido por um comboio de tempestades sem precedente recente. Infelizmente, estes eventos extremos não são exceção, mas uma nova normalidade já que Portugal está entre os países europeus mais vulneráveis às alterações climáticas, e a frequência e intensidade dos fenómenos extremos tende a agravar-se”.
O Livre lembrou que “a Ordem dos Psicólogos Portugueses, a Direção-Geral da Saúde e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil reconhecem que a resposta psicossocial não pode depender da boa vontade pontual das instituições, devendo antes ser formalizada”.
“Em Portugal, os instrumentos existentes são insuficientes: os Gabinetes Regionais de Crise da Saúde Mental não têm obrigação legal nem financiamento permanente, e a Lei de Saúde Mental de 2023 não prevê mecanismos específicos para situações de catástrofe”, referiu o partido.
Para o Livre “esta lacuna tem custos emocionais, económicos e de justiça — os grupos mais afetados psicossocialmente por eventos extremos são precisamente aqueles com menor acesso a cuidados de saúde mental”.
Assim, o partido entende “que a resiliência psicossocial é parte indispensável da resposta a eventos extremos, não se tratando de um luxo mas de um investimento preventivo e uma afirmação do compromisso do Estado com a dignidade e o bem-estar de todas as pessoas”.
Share this content:



Publicar comentário