Teerão ataca bases militares norte-americanas e lança mísseis sobre Israel
Depois do primeiro impacto do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, o Estado teocrático prepara uma resposta contra as bases militares norte-americana no Médio Oriente e uma ‘chuva’ de mísseis sobre Israel. O Bahrein anunciou que uma base norte-americana no país foi atingida num “ataque com mísseis”, tendo-se também ouvido explosões na capital. “Um centro de serviços da Quinta Frota [dos EUA] foi alvo de um ataque com mísseis”, avançou a agência noticiosa oficial do Bahrein, a BNA.
A Quinta Frota é o contingente naval dos Estados Unidos destacado no Golfo Pérsico, no Mar Vermelho e no Mar Arábico. O ataque foi realizado pelo Irão e, de acordo com a rádio estatal iraniana, a IRIB, tratou-se da primeira resposta à operação conjunta EUA-Israel contra os seus centros de poder em Teerão e noutras partes do país.
Foram também ouvidas explosões na capital do Qatar, Doha, mas num primeiro momento pode estar também a acontecer um ataque do Irão. O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a resposta do país seria atacar todas as bases militares norte-americanas na região, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Iraque. Os ataques podem estar a estender-se as várias bases norte-americanas no Kuwait e Emirados Árabes Unidos, para além do Qatar e do Bahrein.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o seu país iniciou “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.
Por outro lado, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o início de uma primeira vaga de ataques com mísseis e drones contra Israel, em retaliação a operações aéreas das forças israelitas e norte-americanas contra o Irão. “Começou a primeira vaga de amplos ataques com mísseis e drones da República Islâmica do Irão em direção aos territórios ocupados”, disse a Guarda Revolucionária num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
As sirenes antiaéreas foram acionadas em Jerusalém e noutros pontos do centro de Israel, pouco depois de os Estados Unidos e as forças israelitas terem lançado uma série de operações aéreas contra diversos alvos no Irão. O exército israelita anunciou um “reforço significativo” das suas forças militares em todas as frentes, após o início do ataque ao Irão. A direção das operações “começou um reforço em grande escala das forças terrestres em todos os setores e comandos regionais [uma zona que abrange Israel e os Territórios Palestinos Ocupados], bem como o reforço e a mobilização das forças especiais, no âmbito do reforço do nível de preparação para vários cenários ofensivos e defensivos”, declarou o exército num comunicado. “Além disso, reforços importantes serão destacados para a Força Aérea e a Marinha, paralelamente ao reforço de todos os dispositivos de poder de fogo”, acrescentou, sem avançar quantos reforços foram chamados.
Entretanto, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, tem falado sobre os ataques ao Irão e conversou com o ministro das Relações Exteriores de Israel, bem como com outros líderes regionais. “Os últimos acontecimentos no Oriente Médio são perigosos. O regime do Irão matou milhares de pessoas. Os seus programas de mísseis balísticos e nuclear, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global.”
A UE adotou sanções rigorosas contra o Irão e apoiou soluções diplomáticas, inclusive na questão nuclear. A UE também está a coordenar com os parceiros árabes a possibilidade de explorar caminhos diplomáticos para a resolução da crise. A proteção de civis e o direito internacional humanitário são a prioridade. “A nossa missão naval Aspides permanece em alerta máximo no Mar Vermelho e está pronta para ajudar a manter o corredor marítimo aberto.”
Líder supremo do Irão foi alvo de ataque
Um oficial israelita afirmou que o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, foram alvos de ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel. Os resultados dos ataques ainda não estão claros, disse o oficial. O ministro das Relações Exteriores do Irã0, Abbas Araqchi, estará também em segurança.
Uma fonte citada pela agência Reuters afirma que, no entanto, Khamenei não estava em Teerão e havia sido transferido para um local seguro. De qualquer modo, vários altos comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades políticas de relevo foram mortos nos ataques.
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