A carregar agora

Isabel Guerreiro diz que o Santander Totta nunca trocou informações com intenção de fixar preços futuros

Isabel Guerreiro diz que o Santander Totta nunca trocou informações com intenção de fixar preços futuros

Os deputados começaram por acusar o Santander Totta escapou a coima de 35 milhões de euros por prescrição apontaram os deputados.
Isabel Guerreiro, presidente do Santander Totta, começou por lembrar o papel do banco nas contas públicas. Os impostos do Santander Totta representam 5% da receita total IRC do país. “Apesar de o banco não ter beneficiado ate hoje de qualquer apoio publico já contribuiu com 440 milhões para o Fundo de Resolução e ira contribuir com 820 milhões até 2045”, sublinhou lembrando ainda os 7 milhões de euros por ano investidos em iniciativas de responsabilidade social em especial no domínio da educação.
“A oferta competitiva levou o banco a ganhar quota de mercado ao longo dos anos.  Medidas que beneficiam diretamente os consumidores e desmentem qualquer prática anticoncorrencial”, disse.
Sobre a partilha de informação que a AdC considerou “informação sensível”, Isabel Guerreiro explicou que “os bancos devem conhecer o mercado onde atuam sempre recolheram e continuam a recolher informações sobre os seus concorrentes” para explicar as trocas de informações sobre informação passada  e “nunca inclui intenção de preços futuros”. Em resumo, o banco utilizava essa informação para fazer estudos do mercado. “Nunca esteve em causa um cartel, esteve em causa uma troca pontual da informação”, disse a CEO que lembrou que era tudo informação que conseguiriam obter através do método “cliente-mistério”.
“Nos simuladores à data não se podiam alterar as condições de preço rapidamente, às vezes demorava uma semana”, explicou.
Isabel Guerreiro disse ainda que na formação dos preços, “um em cada dois spreads são negociados com os clientes”, disse ainda.
Sobre o momento atual, e na resposta aos deputados, lembrou o IA Act (da UE) garante que não é utilizada IA para decisões que possam prejudicar os consumidores.
Em relação ao processo da Autoridade da Concorrência (AdC), Isabel Guerreiro lembrou que “este caso não diz respeito a qualquer acordo ou articulação de fixação de preços, comissões, spreads, ou qualquer variável comercial. Nunca a AdC ou os tribunais fizeram qualquer interpretação de cartel, ou de acordo entre concorrentes”.
“Não foram demonstrados quaisquer danos para os clientes bancários”, disse a CEO do banco e lembrou os baixos spreads praticados na altura.
O processo conhecido como “cartel da banca” em Portugal, investigado pela Autoridade da Concorrência (AdC), teve as coimas de 225 milhões de euros anuladas e o processo arquivado pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) devido à prescrição, confirmada definitivamente pelo Tribunal Constitucional em agosto de 2025.
 

Share this content:

Publicar comentário