A alma árabe de Fernando Pessoa e o desígnio de Portugal
A alma árabe é o fundo da alma portuguesa”. Fim de citação. Afirmação polémica? Sustentada? Quem a proferiu? Fernando Pessoa. Em vários dos seus escritos sobre a civilização arábico-islâmica. Quem a repete agora? Fabrizio Boscaglia, que trocou Turim por Lisboa para se adentrar num autor que desconhecia e que hoje homenageia numa antologia que reúne escritos de Pessoa sobre a civilização arábico-islâmica. Intitula-se “O Sábio Árabe”.
Aquele que é o mais universal dos poetas portugueses contemporâneos estava prestes a desistir, quando… “Num dia em que finalmente desistira — foi em 8 de Março de 1914 — acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir.
Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o artigo completo. Edição do Jornal Económico de 6 de março.
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