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Concentração de voos no Golfo Pérsico é um “calcanhar de Aquiles geopolítico”

Concentração de voos no Golfo Pérsico é um “calcanhar de Aquiles geopolítico”

A Lufthansa reagiu hoje à guerra no Médio Oriente apontando que a acumulação de hubs de aviação no Golfo Pérsico é um “calcanhar de Aquiles geopolítico”.
As companhias do Golfo Pérsico têm cancelado voos após os ataques dos EUA e de Israel ao Irão e da retaliação de Teerão que tem atingido vários países da região.
O presidente da companhia alemã destacou hoje que a guerra no Médio Oriente prova novamente o quão vulnerável é o setor da aviação aos conflitos.
“Toda a indústria tornou-se mais resiliente, apesar de haver mais conflitos em todo o mundo”, afirmou Carsten Spohr em conferência de imprensa esta sexta-feira.
“O foco massivo em tráfego aéreo o global via Golfo Pérsico tornou-se um calcanhar de Aquiles geopolítico”, segundo o gestor.
Nos últimos dias, tem aumentado a procura por voos intercontinentais, dada a impossibilidade de voar sobre o Golfo Pérsico, com a companhia aérea a colocar mais voos para Singapura, Bangkok e Índia. Mas também tem havido aumento da procura por voos para a China e África do Sul.
A companhia aumentou lucros operacionais para os 2 mil milhões de euros, com receitas recorde de 40 mil milhões de euros, com o número de passageiros a subir para 135 milhões.
As contas de 2025 foram beneficiadas com o preço do combustível a níveis mais baixos com o preço do petróleo em baixa.
Para este ano, existe maior volatilidade nos mercados de petróleo com a disrupção do estreito de Ormuz, mas a expetativa é que as vendas voltem a subir.

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