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Maxyield diz que guerra no Irão faz mercados tremer mas PSI mostra resiliência entre bolsas da Europa

Maxyield diz que guerra no Irão faz mercados tremer mas PSI mostra resiliência entre bolsas da Europa

Em março de 2026, o mundo assiste a um novo capítulo de instabilidade geopolítica com o conflito militar no Irão, que tem impactado diretamente nos mercados financeiros globais e que desencadeou uma onda de instabilidade nos mercados financeiros globais. Segundo uma análise detalhada da Maxyield – Associação de Defesa dos Investidores, a primeira semana do mês foi marcada por uma fuga generalizada ao risco, com a Europa a ser a região mais castigada pela sua dependência energética.
Apesar do cenário adverso, o PSI (Bolsa de Lisboa) demonstrou uma resiliência superior aos seus pares. O índice português recuou 3,6% na semana — uma queda menos profunda que a média europeia — e mantém uma valorização anual robusta de +8,3%.
Nas cotadas destacaram-se a Galp que beneficiou diretamente da escalada do preço do crude e a NOS que foi impulsionada por resultados sólidos e um dividendo atrativo (11,2%).
Pela negativa destacaram-se o BCP e a Navigator já que foram os títulos mais penalizados pela volatilidade.
A Maxyield nota ainda que, apesar da queda, o volume de transações em Lisboa aumentou 17,3% em março, indicando que não houve um “sell-off” massivo, mas sim uma rotação de ativos apoiada por fundos de investimento.
“Apesar da descida semanal de -3,6%, o PSI mantém um crescimento desde o início do ano de +8,3%, suportado por um aumento significativo nos volumes transacionados: de 180,4 milhões de euros em janeiro para 238,9 milhões em fevereiro (+32,4%), e um acréscimo de 17,3% em março. Este crescimento reflete maior exposição a fundos de investimento nacionais e internacionais, sem indícios de sell-off massivo”, diz a Maxyield que sublinha que apenas cinco sociedades cotadas (Teixeira Duarte, Mota-Engil, CTT, Corticeira Amorim e BCP) registam quebras desde o início do ano. O top five positivo inclui NOS, Galp, REN, Sonae e Ibersol.
Impacto do Conflito Militar no Irão nos mercados bolsistas
A guerra direta entre o Irão, os Estados Unidos e Israel começou na manhã de sábado, 28 de fevereiro. A resposta dos mercados foi imediata, embora diferenciada por geografia. Enquanto os índices norte-americanos (S&P 500 e Nasdaq) e o chinês mostraram resiliência na primeira segunda-feira de março, as bolsas europeias e asiáticas registaram quebras acentuadas.
Seguiu-se um processo de quebra generalizada das cotações de intensidade variável, interrompido nos EUA e Europa na 4ª feira e Ásia na 5ª feira, sendo que este desfasamento diário deve-se à disparidade de fusos horários que provocam uma grande diferença temporal diária na abertura, funcionamento e fecho das bolsas.
O pessimismo intensificou-se ao longo da semana, culminando na entrada da Coreia do Sul em bear market na quinta-feira. Na Europa e nos EUA, o “pico” da descida ocorreu na terça-feira, refletindo o receio de disrupções no fornecimento de petróleo e gás e o potencial impacto na inflação e taxas de juro, explica a Maxyield.
No fecho da primeira semana de março, o balanço é pesado já que nos EUA o S&P 500 recuou 2% e o NASDAQ 1,2%.
Na Europa o Stoxx 600 afundou 5,6%, com as principais economias da Zona Euro (Alemanha, França, Itália e Espanha) a registarem perdas superiores ao índice de referência.
Esta maior penalização na Europa deve-se à dependência energética do petróleo e gás, com perturbações no fornecimento e transporte, elevando os preços da energia e reacendendo preocupações com as taxas de juro.
A gravidade do conflito levou a que os índices norte-americanos e as quatro maiores bolsas europeias anulassem todos os ganhos acumulados desde o início do ano, entrando em terreno negativo no cômputo anual.
Perante este quadro de incerteza, a Maxyield aconselha os investidores a manterem a calma. “Recomendamos prudência e perseverança. Evitem decisões precipitadas, que frequentemente geram perdas”, afirma a associação. A entidade sublinha que momentos de crise também geram oportunidades, desde que a análise seja pautada pela racionalidade e não pelo pânico.

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