Mercado residencial registou 40,8 mil milhões em transações em 2025
O mercado de habitação português continua a dar sinais positivos a avaliar pelos resultados de 2025, que terminou com um volume de transações de 40,8 mil milhões de euros, um aumento de 14% face ao ano anterior, segundo os dados do estudo ‘Market 360º’ da consultora JLL, revelados esta segunda-feira.
Este valor foi impulsionado pelo mercado de crédito, que registou um aumento superior a 36%, com um total de 19,1 mil milhões de euros em novos empréstimos, enquanto a taxa média de juro desceu para 3,18%, uma descida de 110 pontos base face a 2024.
Nota ainda para o impacto da garantia pública, responsável por cerca de cinco mil milhões de euros em novos créditos, representando aproximadamente 27% do total nacional. Lisboa registou preços médios de venda na ordem dos 5.200 euros por metro quadrado e o Porto de 3.700 euros por metro quadrado, representando subidas homólogas de 10% e 14%, respetivamente.
Até ao terceiro trimestre de 2025 foram concluídas 34.910 novas habitações, num aumento homólogo de 22%, com as licenças de construção a crescerem 6%, cujos projetos superaram os 300 milhões de euros de investimento entre Lisboa e Porto.
No Porto, destacou-se um projeto residencial na zona do Amial, com 33 mil metros quadrados de área e um investimento superior a 140 milhões de euros, cuja construção deverá iniciar-se no final de 2026.
Já em Lisboa, entre os Olivais e o Parque das Nações, está prevista a construção de um empreendimento com 42 mil metros quadrados e 460 novos apartamentos, representando um investimento de cerca de 200 milhões de euros.
No mercado de arrendamento, as rendas médias mensais contratadas atingiram 19 euros por metro quadrado em Lisboa e 15 euros por metro quadrado no Porto, refletindo a forte procura por parte de agregados familiares que não conseguem transitar para a compra de habitação.
Para este ano a consultora aponta que o mercado residencial e de promoção e reabilitação urbana se mantenham apoiados em fundamentos macroeconómicos estáveis e numa procura estrutural elevada, bem como um interesse crescente por parte dos investidores institucionais.
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