Transportadoras portuguesas preocupadas com impacto da subida dos combustíveis
A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) mostra-se preocupada com o impacto que a subida do preço dos combustíveis poderá ter nas empresas do setor, no dia em que este aumento entra em vigor, em particular no gasóleo com subidas de quase 20 cêntimos por litro.
Através da sua newsletter, a associação assume que este cenário irá fazer-se sentir nas empresas que não têm previsto nos seus contratos com os clientes a indexação do preço do frete ao custo do combustível. “Quando essa salvaguarda não existe, e quando o cliente não se mostra disponível para rever o preço do transporte, o aumento dos custos acaba por ser suportado diretamente pela transportadora”, indica.
Como tal, recorda que esta indexação do preço do frete está prevista na lei e aplica-se sempre que exista uma variação superior a 5% no preço do combustível, quer em caso de subida, quer em caso de descida.
Deste modo, a ANTP considera que é importante que as empresas procurem acautelar estas situações nos seus contratos, prevendo de forma clara mecanismos de atualização do preço do frete em função da evolução do custo do combustível.
“Essa prevenção pode ser essencial para reduzir o impacto de oscilações como a que agora se verifica e para evitar que a transportadora tenha de suportar, sozinha, aumentos tão expressivos dos seus custos de exploração”, sublinha.
Na sequência das subidas previstas, o Governo anunciou na sexta-feira uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.
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