WRC, Rali Safari, PEC1: Chuva “separa as águas” e cinco Toyota na frente…
Numa especial que repentinamente se transformou num pequeno épico do Safari: Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) assina um tempo de outro mundo, meio minuto melhor do que Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), que tinha partido à sua frente, antes de a chuva desabar fortemente e virar a classificativa do avesso.
FOTOS @World
A partir daí, quase todos deixam de atacar para simplesmente sobreviver, entre vidros embaciados, intercomunicadores ‘mortos’ e cada vez maiores rios de lama a engolir as pistas do Quénia.
E isto foi só o arranque da prova…
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) cedeu 1m09s, mesmo sem intercomunicadores, Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) ficou 6.4s mais atrás, e todos os restantes foram ‘chutados’ para lá dos dois minutos: Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1), Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1), Jon Armstrong (Ford Puma Rally1), Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1), enquanto Josh Mcerlean (Ford Puma Rally1) cedeu quase quatro minutos.
Filme da especial
Tudo começa com Katsuta a entrar na especial praticamente às cegas. O intercom ‘morre’ antes do arranque e Aaron Johnston é reduzido a um código improvisado de gestos, enquanto o pára‑brisas embacia. No fim, a frustração do japonês explode: “De maneira nenhuma! Antes do início perdemos a ligação com o Aaron, toda a especial sem notas.” Ainda assim, o cronómetro mostra que “só” perdeu pouco mais de um minuto e um quarto.
Evans surge a seguir, lutando com a visibilidade. Quando chega ao fim do troço, desabafa que mal vê algo, que foi “salvo pela chuva no final”, mas continua sem conseguir ver a estrada. É então que Solberg entra em cena. A meio da especial já levava 14 segundos ao galês; à ‘bandeira’, o tempo é brutal: quase meio minuto mais rápido, uma volta de honra na lama africana enquanto as primeiras gotas começam a cair no final do troço.
Depois disso, o dilúvio. A chuva “vem mesmo em força” na parte final, péssima notícia para os que ainda faltavam. Ogier limitava danos com um 24:04.5 e assumia que “perdeu minutos, como esperado”. A seguir, Fourmaux para brevemente mas regressava ileso, apenas para declarar a especial “verdadeiro Quénia”, com chuva “muita chuva” e medo constante de furos. Neuville compara o troço a um canal navegável – “precisamos de um barco” – e falava de travões gelados e aderência traiçoeira.
A reta final era puro instinto de sobrevivência. Pajari chegava com o vidro totalmente embaciado e falava em “surpresas grandes” e especial “super difícil”. Lappi quase desiste de tentar: “É impossível de guiar, só deslizas por todo o lado.” O Puma da M‑Sport aparece coberto de lama, 25:18.4 e um piloto que resume o sentimento geral: “Basicamente sobrevivemos.”
The post WRC, Rali Safari, PEC1: Chuva “separa as águas” e cinco Toyota na frente… first appeared on AutoSport.
Share this content:



Publicar comentário