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“Claramente insuficientes”: Federação do Táxi critica medidas do Governo para combustíveis

“Claramente insuficientes”: Federação do Táxi critica medidas do Governo para combustíveis

A Federação Portuguesa do Táxi considerou, esta quinta-feira, como “claramente insuficientes” as medidas anunciadas pelo Governo para mitigar a escalada do preço dos combustíveis, ainda para mais quando estão previstos novos agravamentos na próxima semana.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, na quarta-feira, medidas com vista a reduzir os impactos dos aumentos dos combustíveis. Entre elas o aumento da comparticipação da botija de gás solidária para 25 euros durante os próximos três meses, e também a criação de um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional, aplicável ao transporte de passageiros e mercadorias que corresponde a um reembolso adicional de 10 cêntimos por litro até ao limite de 15 mil litros por veículo, também por três meses. Foram ainda mantidas as reduções temporárias e extraordinárias no preço dos combustíveis. Está ainda prevista a aprovação de legislação sobre limitação de preços em situação e crise energética e sobre proteção de consumidores vulneráveis, com garantia de fornecimento mínimo.
Federação alerta para sustentabilidade económica do setor
“As empresas de Táxi operam com tarifas fixas, desajustadas face ao brutal aumento dos custos operacionais (combustível, manutenção e trabalho), situação que está a colocar em sério risco a sustentabilidade económica do setor e a continuidade do serviço público do Táxi em muitas zonas do país”, alerta a Federação.
A Federação apelou a que o Governo “reforce urgentemente” o apoio agora anunciado, e o “complemente” com a criação de um “verdadeiro regime” de combustível profissional para o Táxi, “ajustando os mecanismos de apoio de forma estrutural, e não apenas temporária”, de modo a garantir um serviço de interesse geral à mobilidade das
populações.

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