CPPME pede medidas urgentes ao Governo para travar subida de custos e evitar crise económica
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) alertou para a necessidade urgente de medidas governamentais que travem o aumento generalizado dos custos, defendendo que o atual contexto pode conduzir a uma crise económica de grandes proporções.
A CPPME pede fixação dos preços dos combustíveis, gás e luz para evitar uma crise.
Em causa está a escalada dos preços dos combustíveis, que a organização associa a comportamentos especulativos no contexto da guerra no Irão, envolvendo Israel e os Estados Unidos da América. Segundo a CPPME, esta situação já levou os combustíveis a atingirem valores historicamente elevados, com perspetivas de agravamento nos próximos tempos.
A confederação sublinha que as matérias-primas utilizadas na produção destes combustíveis foram adquiridas há vários meses, a preços anteriores ao conflito, o que, no seu entendimento, não justifica os atuais valores de venda ao público. Este desfasamento está, segundo a CPPME, a pressionar fortemente o custo de vida das famílias e a sustentabilidade financeira das empresas.
Perante este cenário, a organização apresenta um conjunto de medidas que considera essenciais para evitar uma crise económica. Entre elas, destaca-se o controlo e a fixação de preços nos combustíveis, gás, eletricidade e bens alimentares essenciais, cujo custo atingiu recentemente máximos históricos.
A CPPME defende ainda a mitigação da subida das taxas de juro, alertando para o impacto negativo que estas têm sobre o financiamento das empresas e das famílias. Ao mesmo tempo, apela à criação de mecanismos de apoio imediato à liquidez das PME, que representam cerca de 99% do tecido empresarial nacional.
Outra das propostas passa por uma maior coordenação a nível nacional e europeu, com o objetivo de impedir que uma crise externa tenha efeitos devastadores no emprego e na atividade económica. A organização sublinha também a importância de acelerar e reforçar os incentivos à eficiência energética, como forma de reduzir a dependência externa das empresas.
Num tom crítico, a CPPME acusa o Governo de apresentar medidas insuficientes face à gravidade da situação, pedindo “menos bluff e mais eficácia” na resposta à escalada dos preços. Para a confederação, é fundamental apostar em políticas que reduzam os chamados “custos fixos e de contexto”, beneficiando não apenas as empresas, mas também a população em geral.
O alerta surge num momento de crescente preocupação com a evolução do custo de vida, colocando pressão adicional sobre a atuação do Executivo nos próximos meses.
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