LVMH e Kering abrem mais lojas na Europa
Durante 2025 os donos da Gucci, Fendi e Bulgari abriram mais lojas na Europa contrariando uma desaceleração do setor, de acordo com dados da agência imobiliária global Cushman & Wakefield. Comparado com o ano anterior, houve um aumento de 13% de novas lojas.
No total, foram 96 aberturas em 2025, um número superior ao do ano anterior, mas inferior às 107 de 2023, indica a “Bloomberg”.
A cidade de Paris, que registou uma quebra em 2024 por ter sido sede dos Jogos Olímpicos, representou pouco mais de um quinto dos novos estabelecimentos.
Em janeiro, a LVMH divulgou que as vendas no período do Natal foram abaixo das expectativas e indicou que 2026 não traria grandes melhorias, o que abalou as esperanças de uma recuperação do setor do luxo.
Três das cinco divisões do gigante da moda ficaram aquém das previsões para o quarto trimestre de 2025, e o diretor executivo, Bernard Arnault, comunicou aos investidores que, em consequência, o grupo iria limitar os gastos. As vendas da Gucci, detida pela Kering, caíram 10% no mesmo período, ainda que tenha sido a menor queda em dois anos.
Ainda assim, a moda e os acessórios de gama alta representaram cerca de metade das aberturas de lojas no ano passado, ao passo que as perfumarias de luxo registaram uma expansão. “Este ano vimos abrir seis perfumarias de luxo, todas em Paris”, comentou Bruer. As fragrâncias têm sido particularmente populares devido ao seu preço mais acessível em comparação com artigos como joias e relógios.
O grupo LVMH, proprietário de marcas como a Louis Vuitton e a Dior, foi o retalhista mais ativo, seguido da Kering, cujas inaugurações incluíram duas lojas para cada uma das suas marcas Saint Laurent e Bottega Veneta.
A Richemont, proprietária da Cartier e da Montblanc, registou menos aberturas após um par de anos de intensa atividade, acrescenta o relatório.
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