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Banco de Fomento criou “excecional conselho estratégico”, defende Manuel Castro Almeida

Banco de Fomento criou “excecional conselho estratégico”, defende Manuel Castro Almeida

Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e a Coesão Social, na sua intervenção  a sessão de apresentação do seu Conselho Estratégico,  elogiou o papel do Banco Português de Fomento, falando do “excelente desempenho que tiveram ao longo do ano de 2025” e pede que este ano “superem 2025”.
No que toca à emissão de garantias, um dos trabalhos principais do BPF, “vocês fizeram, em cada mês do ano de 2025, tanto quanto tinham feito no ano de 2024. O que é uma coisa notável. Peço apenas que superem os resultados de 2025”.
“Mas também uma nota particular para aquilo que foi o vosso trabalho no concurso do IFIC. O Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, um novo instrumento que foi criado na decorrência do PRR. O BPF teve um papel importante na criação do IFIC e depois teve um papel decisivo no primeiro concurso que foi aberto para a atribuição de verbas de fundos europeus do PRR para a inovação e competitividade das empresas. Estamos a falar de cerca de 5 mil candidaturas que foram apresentadas num valor de investimento de 3.300 milhões de euros. estamos a falar de um apoio não reembolsável de fundos europeus superior a 800 milhões de euros que foram atribuídos na sequência da análise feita pelo banco nestes fundos europeus”, disse notando que “esta é uma originalidade”.
“O Banco Português de Fomento a fazer análise de candidaturas para atribuição de subsídios não reembolsáveis de fundos europeus do PRR. nunca tinha acontecido, aconteceu e com grande sucesso. Desde logo porque o banco cumpriu os prazos”, refere o Ministro que lembra que “não é a prática da nossa Administração Pública, onde os prazos de 60 dias frequentemente transformam-se em mais de um ano”.
O banco esteve a trabalhar numa área que é essencial para a economia portuguesa. A maior parte destas candidaturas eram dirigidas à Inteligência Artificial, e portanto, estamos a financiar os investimentos das empresas em Inteligência Artificial”, sublinhou.
“Eu sou dos que pensam que a economia é feita, sobretudo, pela ação das empresas. Um governo tem duas tarefas a cumprir. A primeira, é, de preferência, não criar dificuldades às empresas, desde logo com impostos, e com burocracias, papéis, licenças, parceiros, e todos os documentos que muitas vezes não servem para nada. O Estado tem que fazer um combate sério, uma luta feroz, uma guerra à burocracia. Para não complicar a vida às empresas. Mas depois também há outra forma de ajudar as empresas, que é ajudar pela positiva. Este apoio que estamos a dar, para que as empresas desenvolvam capacidades no âmbito da Inteligência Artificial, é um incentivo, é um boost para que as empresas possam mais rapidamente atingir os padrões de produtividade que nós precisamos”, disse Manuel Castro Almeida que reconheceu a dificuldade da Administração Pública de contratar pessoas qualificadas para esta área da IA.
O Banco de Fomento é ainda investidor em grandes investimentos públicos, como é o caso do financiamento ao novo Hospital de Lisboa Oriental ou o TGV, onde o Banco de Fomento está envolvido, seja como financiador, seja prestando garantias.
O Ministro destacou o papel do BPF nas linhas de reconstrução para ajudar as zonas afetadas pelas tempestades destacando “o tempo recorde para conceber e pôr em prática um trabalho que o país estava absolutamente a precisar”.
“Tivemos mais de 6 mil operações candidaturas de empresas desta região afetadas e já estão contratadas, ou em contratação, 1.350 milhões de euros para estas empresas”, disse.
O BPF também “viu consagrada a sua posição como agência de crédito à exportação”, salientou. “Eu acredito que as nossas empresas vão ter mais apoio no seguro de crédito à exportação. Nós precisamos de fazer crescer as nossas exportações. Precisamos diversificar destinos e clientes.  Mas, para isso, é natural que os exportadores precisem de seguro de crédito para encontrar novos clientes”.
“Em 2025 o nosso produto não cresceu o quanto devia porque o diferencial das exportações e importações não nos foi favorável”, reconheceu.
“Em 2026 o Banco de Fomento criou um excepcional Conselho Estratégico que vai aconselhar os órgãos do Banco“, disse o Ministro.
“Eu gostava de vos recordar que o crescimento do económico foi escolhido pelo Primeiro-Ministro como a primeira prioridade deste governo”, disse o governante acrescentando que “vocês estão no centro da primeira prioridade da ação do governo. O crescimento económico. E o vosso trabalho é ajudar as empresas a crescerem”. O Ministro considera que no final de um dia, o resultado vai medir-se em aumento de salário para os portugueses, que é o essencial desta prioridade atribuída ao crescimento económico”.
Manuel Castro e Almeida sublinhou que “nestes últimos dois anos, os salários dos portugueses aumentaram em termos líquidos reais, ou seja, deduzido os impostos, deduzido a inflação, 13,7%, em termos de salário médio.  Isto não tinha acontecido nunca em Portugal.
“Em 2024 tivemos, aliás, o maior crescimento médio dos salários de toda a OCDE. É este caminho que nós temos que percorrer, por via da competitividade das nossas empresas”, frisou.

“O ministro da Economia assegurou hoje que se os impactos da guerra no Golfo persistirem o Governo terá de ir ajustando as suas medidas, admitindo que há perspetivas de subida da inflação devido ao aumento do custo do petróleo”

Sobre a perspectiva de crescimento da inflação por causa do aumento do preço do petróleo, disse “esperemos que este período não demore demasiado tempo, que não se torne uma dificuldade estrutural da nossa economia, e que possa ser mitigado pelas medidas que o Governo já apresentou. Porque, se persistirem, o Governo terá, evidentemente, que ir ajustando as suas medidas e as suas políticas ao resultado concreto”.
O ministro da Economia assegurou assim, que se os impactos da guerra no Golfo persistirem o Governo terá de ir ajustando as suas medidas, admitindo que há perspetivas de subida da inflação devido ao aumento do custo do petróleo.
O Banco Português de Fomento revelou hoje que reforçou o seu papel  central ao serviço da Economia nacional, com a apresentação do Conselho Estratégico composto por 20 membros, personalidades do setor empresarial e financeiro.
Para além de Nuno Amado, como presidente, avançado em primeira-mão pelo Jornal Económico, e de Fernando Ulrich, também noticiado pela primeira vez pelo jornal, a lista inclui nomes como António Ramalho (ex-CEO do Novobanco) e João Bento (ainda CEO dos CTT).
Quem são os 20 membros do novo conselho consultivo do BPF?
Nuno Amado, que preside ao conselho consultivo. António Ramalho, atual Presidente da Lusoponte e presidente do Fórum dos Administradores e Gestores de Empresas (entre outros cargos). Bruhn-Léon, diretora do departamento de instituições financeiras do Banco Europeu de Investimento. Daniela Braga, fundadora da Defined.ai. Esmeralda Dourado, administradora não executiva independente do BCP. Fernando Daniel Nunes, Presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Grupo Visabeira. Fernando Ulrich, “chairman” do BPI. Filipe de Botton, CEO da Logoplaste. Filipe Cartaxo, administrador do Banco Europeu de Investimento. Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive. João Bento, CEO dos CTT. Joaquim Cabaço, CEO da Trivalor. Jorge Rebelo de Almeida, CEO do Grupo Vila Galé. José João Guilherme, antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos. José Leite Maia, antigo administrador do Santander Totta. José Pedro Almeida, especialista em inteligência artificial do INSEAD. José Theotónio, CEO do Grupo Pestana. Nuno Prego Ramos, cofundador da CellmAbs. Nuno Sebastião, CEO da Feedzai. Para completar o plantel de 20 está ainda Rui Paulo Rodrigues, vice-presidente da Simoldes.
Cumprindo os estatutos, que estipula um mínimo de 10 e um máximo de 20 elementos, o novo Conselho Estratégico é “formado por 20 representantes de stakeholders relevantes para a atividade do BPF, devidamente qualificados e independentes e por outros membros de reconhecido mérito científico e técnico”. O anterior Conselho Consultivo contava apenas com 14 membros.
“Este Conselho Estratégico foi criado para nos ajudar a pensar mais longe sobre o País, sobre a economia e sobre o papel do banco soberano de Portugal, no desenvolvimento económico”, disse o CEO do banco Gonçalo Regalado, que acrescentou que quer que este órgão consultivo seja “um espaço privilegiado de diálogo e reflexão”.
Nuno Amado, presidente do Conselho Estratégico, disse que a missão é “apoiar o BPF na definição da sua visão de longo prazo” e “acrescentar valor com pensamento estratégico”.
Nuno Amado diz que o “Conselho Consultivo Estratégico vai reunir-se duas vezes, eventualmente três ou quatro”.
 

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