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Empresa chinesa formaliza entrada no Brasil com instalação de fábrica de comboios

Empresa chinesa formaliza entrada no Brasil com instalação de fábrica de comboios

A empresa chinesa CRRC Qingdao Sifang Co formalizou esta quarta-feira a entrada no Brasil com a instalação de uma fábrica de comboios em São Paulo para projetos que contam com o apoio do banco de fomento do Governo federal brasileiro.
A apresentação contou com a presença do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, na fábrica instalada numa antiga unidade da construtora automóvel sul-coreana Hyundai que deixou de operar no município de Araraquara.
A CRRC, com sede em Pequim, espera que a fábrica comece a produzir comboios no segundo semestre deste ano.
“Esse país aqui já teve muita ferrovia. Acontece que, no Brasil, a incapacidade de pensar é tão grande que, quando entrou, na década de 1950, a indústria automobilística para produzir camiões, ao invés de fazer uma combinação rodovia e ferrovia, preferiram abandonar as ferrovias”, frisou o Presidente brasileiro, citado pela imprensa local.
“A gente poderia ter não abandonado os trens [comboios] e ter trens modernos como vemos na Itália, Portugal, Alemanha”, disse.
A nova unidade conta com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), o braço de fomento do Governo, através de contratos de financiamento no valor de 5,6 mil milhões de reais (925 milhões de euros).
Esses recursos serão destinados à ampliação da linha 2 do metro de São Paulo e à construção de um comboio de média velocidade que ligará a capital paulista à cidade de Campinas, separadas por cerca de 100 quilómetros.
Da fábrica da CRRC sairão 44 comboios que servirão esses dois ambiciosos projetos ferroviários no estado mais populoso e industrializado do país.
O presidente da CRRC, Ma Lijun, agradeceu ao Governo de Lula da Silva o apoio recebido e prometeu “criar valor para a sociedade brasileira” e “prestar serviços ao mercado brasileiro”.
Em termos políticos, o Presidente brasileiro lamentou a ausência na cerimónia do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que foi ministro no Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), e pediu que seja reconhecido o apoio que a sua administração está a dar à região.

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