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Líderes empresariais exigem reforma urgente da concorrência na UE: “Europa tem de estar aberta ao negócio”

Líderes empresariais exigem reforma urgente da concorrência na UE: “Europa tem de estar aberta ao negócio”

A Associação Business Roundtable Portugal (BRP) e 75 líderes de grandes empresas enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertando que o atual modelo europeu está a asfixiar a competitividade global e a relevância económica do continente.
Numa iniciativa que visa pressionar Bruxelas durante a revisão das políticas de concorrência, dezenas de gestores de topo e a BRP defendem que a União Europeia (UE) precisa de uma reforma profunda para se afirmar como “Open for business”. A missiva, enviada à Presidente da Comissão Europeia e com conhecimento do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, sublinha que o atual modo de vida europeu está em risco se não houver uma mudança de rumo.
Os signatários apontam para um diagnóstico preocupante: um desfasamento persistente de produtividade face aos Estados Unidos e uma perda de influência política e económica global. O exemplo dado é esclarecedor: na lista Forbes Global 2000 de 2025, a maior empresa europeia (TotalEnergies) aparece apenas no 41.º lugar, ilustrando a dificuldade das empresas do bloco em ganhar escala face aos gigantes americanos e chineses.
Segundo os líderes empresariais, a política de concorrência tem sido aplicada com uma visão de “curto prazo”, focada apenas na otimização de preços e escolhas locais, ignorando a necessidade de criar campeões europeus capazes de competir fora de portas.
O documento conclui que a política de concorrência não é neutra — ela molda a capacidade da Europa de gerar riqueza e financiar o seu modelo social. Num contexto internacional cada vez mais exigente, os empresários apelam a que a Europa atue de forma integrada e decisiva nas áreas que dependem exclusivamente de si, como o aprofundamento do Mercado Único.

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