Português sucede a português numa das maiores elétricas mundiais
Entre o Parque dos Príncipes e La Defense distam 8km. Mas tanto o estádio do Paris Saint Germain como a sede da Engie estão a ser um verdadeiro viveiro de talento português.
Se de um lado jogam Vitinha, João Neves, ou Gonçalo Ramos, no outro lado da cidade-luz atuam Pedro Vasconcelos (à direita na foto) ou Paulo Almirante (à esquerda).
Os dois últimos nomes são menos conhecidos do grande público, mas mais conhecidos no setor energético nacional.
No caso de Pedro Vasconcelos, o gestor sai da EDP para a energética francesa Engie. O administrador da elétrica vai passar a ser um dos vice-presidente executivos da companhia gaulesa. Vai ficar responsável pelas energias renováveis a partir de 15 de julho.
No setor energético, antes de se saber da ida para a Engie, havia já quem apontasse que Pedro Vasconcelos estava destinado a altos voos. Com apenas 43 anos, esta nomeação prova que essas previsões estavam corretas, sinalizando também a ambição do gestor português.
Substitui no cargo o também português Paulo Almirante que detinha os mesmos pelouros. A partir de 15 de julho, passa a ser conselheiro sénior da companhia.
Paulo Almirante vai manter cargos nas administrações da Engie Brasil Energia, Ocean Winds, UK Power Networks. Com mais de 35 anos de experiência, 15 na Engie, contribuiu para o “crescimento e transformação da Engie”; no novo papel, vai providenciar “continuidade e conhecimento à medida que o grupo persegue as suas ambições de desenvolvimento e fortalece mais a sua liderança na transição energética”, segundo a Engie.
Já Pedro Vasconcelos é descrito como um “gestor altamente experiente”, tendo desempenhado um “papel-chave na construção de plataformas de renováveis na Europa e Ásia-Pacífico”.
Ao longo da sua carreira, contribuiu para “grandes iniciativas de crescimento, operações no mercado de capitais e projetos de expansão internacional, liderando grandes e diversas equipas em ambientes complexos e de elevado ritmo”.
Os franceses geraram um EBITDA de 15,6 mil milhões de euros em 2025, a partir de uma receita de 74 mil milhões, com um lucro líquido recorrente de 5,5 mil milhões.
A Engie é uma das maiores energéticas mundiais, ficando na 9a posição entre as que contam com maior capitalização bolsista, valendo quase 69 mil milhões de euros.
Pedro de Vasconcelos estava na EDP há quase 20 anos, tendo ocupado diversas posições.
Desde 2024 que era presidente da EDP Espanha, um dos mercados mais importantes da elétrica nacional. Um ano antes, tinha sido nomeado para a administração da elétrica nacional.
Foi também membro do conselho de administração da Ocean Winds, o consórcio para a eólica offshore que junta EDP e a Engie, precisamente.
É licenciado em Engenharia Aeroespacial pelo Instituto Superior Técnico.
A EDP ainda não anunciou o seu substituto na comissão executiva da elétrica.
Já Paulo Almirante ocupava o cargo desde 2016, tendo sido também administrador operacional da Engie.
Em Portugal, foi presidente da Trustenergy entre 2013 e 2016, o segundo maior produtor de eletricidade em Portugal que detinha as centrais a carvão e de gás do Pego. Entretanto, os dois acionistas Marubeni e Engie decidiram separar-se e dividiram os ativos.
Já Paulo Almirante ocupava o cargo desde 2016, tendo sido também administrador operacional da Engie.
Em Portugal, foi presidente da Trustenergy entre 2013 e 2016, o segundo maior produtor de eletricidade em Portugal que detinha as centrais a carvão e de gás do Pego. Entretanto, os dois acionistas Marubeni e Engie decidiram separar-se e dividiram os ativos.
Liderou a construção de várias centrais para a EDP em Portugal e para a National Power no Reino Unido.
Conta com um mestrado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico.
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