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Inês Veiga e a vida de navegadora: perfeccionismo, novas rotinas e mais responsabilidades dentro do carro

Inês Veiga e a vida de navegadora: perfeccionismo, novas rotinas e mais responsabilidades dentro do carro

A subida de patamar de Inês Veiga para a realidade dos Rally2, ao lado de Gonçalo Henriques no Team Hyundai Portugal, obrigou a um aumento de ritmo e de responsabilidades, mas não alterou a matriz do seu trabalho: rigor absoluto na preparação e zero tolerância ao erro. “Sempre fui uma pessoa muito perfeccionista no meu trabalho e não suporto falhar”, sublinha, explicando que a adaptação foi feita “a dois”, com o piloto a clarificar “aquilo que precisava dentro do carro”, numa habituação que considera “gradual e rápida”.

Se a velocidade em especial subiu claramente – “isto é tudo muito mais rápido, acontece tudo muito mais depressa” –, a navegadora garante que o “trabalho de casa” se manteve inalterado: estudar troços, road book e toda a documentação continua a ser a base do seu método. A grande diferença passou por aprofundar o conhecimento do próprio carro e da mecânica, sobretudo em cenários de assistência remota como o Rali de Portugal. “Houve outros aspetos, efetivamente: foi estudar o carro, aprender o carro, um bocadinho da mecânica também porque, se acontecesse alguma coisa, teríamos que ser nós os dois”, nota, destacando o apoio da Sports & You e o novo conjunto de tarefas, como o envio sistemático de fotos e dados para os engenheiros no final de cada troço.

Inês reconhece que, no primeiro rali, a acumulação de novidades — “novas notas, novo mundo, nova velocidade e depois chegar ao fim e ter aquela rotina” — obrigou a um esforço extra de organização, mas diz que, com o tempo, tudo se tornou “rotineiro” e a adaptação foi “fácil”. No capítulo das notas, admite que fez ajustes nas anotações que usa para gerir o seu próprio ritmo e sequência de leitura, mas lembra que a base do sistema permanece estável.
Gonçalo Henriques reforça essa ideia: “Se fizer um rali que fiz há três anos e usar as mesmas notas, consigo andar rápido. As notas estão sempre a evoluir, mas não mudaram por termos trocado de carro. O ângulo da curva é o mesmo, o carro é que é diferente”, resume, admitindo apenas distâncias “um bocadinho mais curtas” para acompanhar um Rally2 que acelera, trava e curva mais depressa.
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