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GP do Japão F1: A análise de Toto Wolff ao desempenho dos seus pilotos

GP do Japão F1: A análise de Toto Wolff ao desempenho dos seus pilotos

Toto Wolff analisou o desempenho da Mercedes no Grande Prémio do Japão de 2026, em Suzuka, destacando a recuperação de Kimi Antonelli até à vitória e explicando as dificuldades sentidas por George Russell ao longo do fim de semana.
O diretor da Mercedes apontou o arranque falhado de Antonelli como um dos momentos críticos da corrida, reconhecendo limitações tanto do piloto como do próprio sistema da equipa. Apesar disso, o italiano conseguiu recuperar posições e, com um ritmo forte nos momentos decisivos, capitalizou a estratégia para assumir o controlo da prova e vencer com autoridade.
Já do lado de George Russell, Wolff explicou que o britânico foi prejudicado por um acerto menos competitivo desde a qualificação, o que condicionou o seu desempenho ao longo da corrida. Sem um monolugar totalmente equilibrado, Russell não conseguiu acompanhar o ritmo do colega de equipa, acabando por perder terreno na luta pelo pódio.
Toto Wolff comentou o arranque e a recuperação de Antonelli:
“O arranque foi mal-executado, mas estes jovens aprendem a conduzir com caixas automáticas! Temos de lhes ensinar a largar a embraiagem de forma progressiva, sem pressa. Não lhes estamos a dar as ferramentas mais fáceis. Os nossos arranques têm sido medianos e precisamos de melhorar. Mas, neste caso, o piloto teve uma grande influência no facto de o carro não arrancar bem.
Na corrida, conseguiu recuperar e, no momento decisivo, foi realmente muito rápido. Conseguimos prolongar o seu stint por mais uma volta, o que acabou por comprometer a corrida do George e fez a diferença.”
“Parece que foi há anos, quando ele era criança. Conheceu o [diretor técnico da Mercedes] James Allison, que pensava que ele era um miúdo que tinha perdido os pais e estava à procura de alguém. É incrível. Ontem tinha 14 anos e hoje tem 19. Venceu duas corridas seguidas na F1 e estamos muito contentes com o desenvolvimento que teve. Precisamos de o proteger agora das pessoas que falam sobre campeonatos do mundo.”
Sobre a diferença de ritmo entre os dois pilotos, acrescentou:
“Vejo isso de forma mista. O erro que cometemos coletivamente colocou o George em desvantagem com o carro. Desde a Q1 que já não estava suficientemente competitivo e teve de lidar com isso também hoje. Com carros iguais, seria equilibrado, mas quando foi preciso ser rápido, tivemos de optar por defender a posição face ao Leclerc, enquanto o Kimi estava a fazer voltas perfeitas, e isso fez a diferença. Ele [Russell] não tinha um carro perfeito.”
Wolff explicou também o momento em que Russell perdeu o lugar para Charles Leclerc, quando estava ao ataque a Lewis Hamilton:
“Foi um bug no sistema elétrico, no software, que tentou dar-lhe vantagem. O que aconteceu foi um super-clipping que abrandou o carro, e foi aí que perdeu inesperadamente a posição para Leclerc. Por isso, não nos saímos bem na corrida do George.”
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