GP do Japão F1, Franco Colapinto: “A partir de certo ponto torna-se muito perigoso”
Franco Colapinto reagiu ao acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, descrevendo-se como um “alvo fácil” num incidente marcado por grandes diferenças de velocidade entre os monolugares.
Bearman terá sido a primeira vítima dos perigos deste novo regulamento. Apanhado de surpresa pela diferença de velocidade do seu carro para o carro de Colapinto, que estava mais lento devido à recuperação de energia, Bearman foi obrigado a ir à relva e perdeu o controlo do carro, embatendo violentamente contra as proteções da pista.
O piloto da Alpine explicou que a aproximação de Bearman aconteceu com uma diferença de velocidade muito significativa, estimada em mais de 50 km/h, numa zona rápida do circuito. Segundo Colapinto, esta discrepância tornou a situação difícil de prever e gerir, sobretudo numa sequência de curvas. O argentino afirmou que não alterou a sua trajetória e que a posição em pista era normal, rejeitando qualquer responsabilidade no incidente.
Colapinto destacou ainda os riscos associados às características dos monolugares de 2026, apontando que estas diferenças de velocidade tornam certas situações perigosas e ultrapassagens pouco naturais. O piloto defendeu uma revisão destas condições, considerando que o atual comportamento dos carros pode comprometer a segurança e criar manobras artificiais em pista.
Franco Colapinto, citado pela The Race, descreveu o momento do incidente:
“Foi muito estranho, para ser honesto. Eu era basicamente um alvo fácil. A diferença de velocidade é enorme. É quase como se eu estivesse numa volta de saída e outro piloto numa volta rápida. É muito estranho. É uma curva que fazemos a fundo e ele vinha mais de 50 km/h mais rápido do que eu. Quando olhei pelo espelho, ele já estava a rodar na relva. A partir de certo ponto torna-se muito perigoso. Ainda bem que ele está bem.”
Sobre a sua posição em pista, acrescentou:
“Eu não me mexi. A diferença de velocidade deve-se a vários fatores, mas o principal é um carro estar cerca de 50 km/h mais rápido do que o outro, e é aí que se torna perigoso. São coisas que estão a acontecer com estes carros e precisamos de encontrar forma de tornar isto menos problemático. Também nas ultrapassagens é igual, parecem muito artificiais quando se vê na televisão. O carro da frente, de repente, é ultrapassado por outro 50 km/h mais rápido e quase nem se vê. São coisas que devem ser revistas no futuro.”
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