Etermar Energia entra no maior projeto de data centers do país em Sines
A Etermar Energia assinou um contrato com a Energetus para participar na expansão do maior data center em operação em Portugal, localizado em Sines. O acordo insere-se na primeira fase do projeto SIN01, parte do ambicioso programa Sines DC 4.0, liderado pela Start Campus.
A Etermar Energia é uma ramificação de uma das principais empresas de engenharia marítima em Portugal, a Etermar, que conta com mais de cinquenta anos de atividade a nível nacional e internacional.
O contrato prevê a montagem de 14 módulos de energia de emergência, preparados para operar com combustíveis renováveis como o Hydrotreated Vegetable Oil (HVO), contribuindo para uma solução de backup com baixas emissões. Com esta instalação, a capacidade do data centre será aumentada para 33 megawatts (MW), consolidando-o como o maior em funcionamento no país.
Para a Etermar Energia, este projeto representa um marco estratégico, alargando a sua atuação para áreas de maior complexidade técnica, nomeadamente a integração elétrica e mecânica de sistemas energéticos. A proximidade das suas instalações industriais a Sines surge como uma vantagem logística relevante, permitindo maior eficiência na execução.
Luís Machado, CEO da empresa, sublinha que “este contrato é um marco fundamental para a Etermar Energia. Estamos muito orgulhosos por contribuir para um projeto tão relevante para o futuro tecnológico de Portugal.”
Também a Energetus destaca o papel da parceria no sucesso do projeto. Bruno Lourenço, Diretor Comercial da empresa, reforça a importância da escolha de fornecedores qualificados, sublinhando a exigência do cliente final em termos de rigor e cumprimento de prazos.
A Energetus, fundada em 1956, é hoje uma empresa líder na área das soluções energéticas.
Sines afirma-se como hub digital europeu
O projeto insere-se num contexto de forte investimento na região de Sines, que se posiciona como um dos principais hubs digitais da Europa. O campus promovido pela Start Campus representa um investimento estimado em cerca de 10 mil milhões de euros, com participação adicional de empresas como a Microsoft e a Nscale.
Outro destaque é a introdução, pela primeira vez na Europa, dos GPUs Blackwell da Nvidia, reforçando o caráter inovador da infraestrutura.
A expansão do SIN01 é apenas o início. A segunda fase, SIN02, com capacidade prevista de 180 MW, deverá arrancar ainda em 2026. O objetivo final é a construção de seis edifícios modulares, atingindo uma capacidade total de 1,2 gigawatts (GW), equivalente a cerca de 15% do consumo energético nacional.
Este desenvolvimento é considerado um pilar essencial para a transição digital em Portugal, reforçando a capacidade do país em atrair investimentos tecnológicos de grande escala e elevado valor acrescentado.
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