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XTB admite procura “muito forte” dos investidores no IPO da SpaceX

XTB admite procura “muito forte” dos investidores no IPO da SpaceX

O mercado está a reagir aos mais recentes rumores de que a SpaceX, a empresa espacial detida por Elon Musk, poderá apresentar as suas prospeções para uma oferta pública inicial (IPO) nas próximas duas semanas, o que representaria um dos primeiros passos para a entrada da empresa nos mercados.
A dimensão potencial da operação ajuda a explicar a atenção que os investidores e até os media estão a dedicar a este tema. Em dezembro, uma venda secundária avaliou a SpaceX em cerca de 800 mil milhões de dólares. Desde então, as estimativas têm subido: a Reuters avança que o IPO poderia levantar mais de 25 mil milhões de dólares e valorizar a empresa acima de mil milhões. Relatórios mais recentes apontam para uma avaliação na ordem dos 1,75 mil milhões, o que colocaria a SpaceX imediatamente entre as maiores cotadas dos Estados Unidos.
O interesse dos investidores não nasce apenas do nome de Elon Musk, mas também da escala operacional do negócio. A Reuters reportou que a SpaceX aponta para receitas a rondar os 15,5 mil milhões de dólares em 2025. Ao mesmo tempo, a Starlink afirma ter já mais de 6 milhões de clientes ativos a nível global e ter acrescentado mais de 4,6 milhões só em 2025. Além disso, a FCC aprovou mais 7.500 satélites Gen2, elevando o total autorizado para 15.000. Quer isto dizer que o mercado olha para a SpaceX não apenas como uma empresa espacial, mas como uma plataforma que junta exploração espacial, internet via satélite e infraestrutura tecnológica.
Nos mercados, a reação inicial já deu uma pista do potencial efeito-contágio. No dia em que ganhou força a notícia sobre um possível filing, Rocket Lab, Planet Labs e AST SpaceMobile subiam entre 3% e 4% em pré-abertura, enquanto a Tesla avançava cerca de 1,7%. Isto sugere que uma eventual entrada em bolsa da SpaceX pode funcionar como catalisador para todo o universo “space”, especialmente empresas ligadas a satélites, exploração espacial e comunicações. Se Musk avançar mesmo com a ideia de reservar até 30% da operação para investidores de retalho, bem acima dos 5% a 10% habituais, a procura poderá ser muito forte, mas também com maior risco de volatilidade nas primeiras sessões.
No entanto, é importante lembrar que os IPOs costumam ocorrer quando as expectativas do mercado estão altas e se regista um sentimento positivo. Neste momento, dadas as quedas nos mercados acentuadas e uma expectativa futura mais fraca, a avaliação da SpaceX pode descer nos próximos tempos e a administração pode optar por adiar a sua entrada, aguardando por uma altura mais favorável.
O cenário mais equilibrado, para já, é de prudência. Caso este IPO seja bem recebido pelo mercado pode relançar outros IPOs nos EUA e atrair mais capital para tecnologia, defesa e telecomunicações espaciais. Mais do que um evento isolado, a possível entrada da SpaceX em bolsa deverá funcionar como um barómetro do apetite dos investidores por crescimento, risco e inovação em grande escala.

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