Estratégia para o digital será apresentada até ao final do ano letivo
O ministro da Educação revelou hoje, 1 de abril, que o Grupo de Trabalho criado pelo Governo apresentará até ao final do ano letivo uma estratégia para o digital.
“A revisão das Aprendizagens Essenciais, que está numa primeira fase de consulta pública, visa um currículo mais exigente e mais preparado para responder aos desafios do presente e do futuro, nomeadamente os relacionados com a Inteligência Artificial”, explicou Fernando Alexandre.
A versão preliminar revista das AE está em consulta pública desde o dia 27 de março.
No Parlamento, na intervenção inicial do debate setorial, o ministro abordou um tema que o envolveu em polémica no início do mandato: as falhas no sistema de contabilização do número de alunos sem aulas.
O número de horários por ocupar nas escolas caiu para quase um terço em apenas dois meses após a correção de erros e “maior rigor da informação”, afirmou hoje.
Esclareceu então que em 26 de janeiro estavam identificados 1.208 horários por ocupar, que “agregavam muitas necessidades repetidas”. Dois meses depois, em 26 de março, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) contabilizava 448 horários.
“Esta redução da identificação das necessidades de professores resulta das medidas em curso (para colmatar a falta de professores), mas também da correção de erros administrativos e de um maior rigor da informação”, justificou, dando como exemplo uma escola que identificava 26 horários por ocupar que correspondiam, afinal, a apenas um.
A reforma que está a ser realizada na gestão dos recursos humanos do Ministério vai permitir perceber quais são os estabelecimentos de ensino onde existem “professores a mais”, salientou.
O Governo, que Fernando Alexandre integra como ministro da Educação, Ciência e Inovação, desde a primeira hora, faz dois anos amanhã, 2 de abril.
Hoje, na sua intervenção, lembrou várias medidas da governação, começando por uma das mais emblemáticas: o acordo para a recuperação do tempo de serviço assinado com os sindicatos menos de dois meses após a tomada de posse e que, salientou, já beneficiou mais de 84 mil professores.
Disse ainda que ao longo deste período, mais de 10 mil novos professores entraram na escola pública, foram lançados dois concursos extraordinários que permitiram colocar mais de 3 000 professores na Grande Lisboa, na Península de Setúbal, no Alentejo e no Algarve, foi criado o apoio à deslocação, um incentivo para atrair os professores para as áreas carenciadas, beneficiando já mais de 6700 professores.
O Ministério da educação, Ciência e Inovação é o maior empregador em Portugal, tendo cinco vezes mais pessoas do que o maior empregador nacional privado, a cadeia Pingo Doce, numa rede de 809 Agrupamentos com mais 5 200 escolas. Os professores e técnicos especializados do MECI representam cerca de 20% dos funcionários públicos e uma despesa de cerca de 6 mil milhões de euros, isto é, 2% do PIB nacional.
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