A carregar agora

Wall Street abre em queda depois de discurso bélico de Trump

Wall Street abre em queda depois de discurso bélico de Trump

Sem surpresas, os índices de Wall Street abriram em queda. O S&P 500 recua -1,46% para 6.479,45 pontos; o Nasdaq Composite tomba 1,93% para 21.420,2 pontos; e o Dow Jones perde 1,21% para 45.964,7 pontos.
Wall Street cai depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que a guerra com o Irão iria continuar duas semanas. Os analistas da MTrader dizem que o comportamento do mercado de ações responde a uma nova escalada nos preços do petróleo, depois de Donald Trump ter reduzido o otimismo dos últimos dias em relação a uma rápida resolução no Médio Oriente. Isto depois de ter afirmado que apesar de manter a perspetiva de 2 a 3 semanas para o fim da guerra iria aumentar a intensidade dos ataques no Irão e caso os países não chegassem a acordo iria atacar as infraestruturas do país.
Ao mesmo tempo nas empresas o destaque para o setor de crédito privado que volta a estar pressionado depois da Blue Owl Capital ter limitado os resgates em dois fundos.
A ameaça de Trump de bombardear o Irão aumentou drasticamente as tensões numa guerra que dura há cinco semanas e frustrou as esperanças dos investidores de um fim rápido para o conflito.
Nesta quarta-feira, o presidente norte-americano transmitiu uma mensagem contraditória ao mercado no seu discurso à nação sobre o progresso da Operação Epic Fury contra o Irão. Embora tenha afirmado que o fim da guerra estava “muito próximo”, reafirmando a sua mensagem de que tudo terminaria em “duas ou três semanas”, avisou ainda Teerão que, se as negociações não resultassem num acordo, atacaria o país “com extrema força”.
Numa declaração ao país feita na madrugada desta sexta-feira, o presidente dos EUA anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com “muita força” o Irão nas próximas duas a três semana, abrindo a porta a uma escalada ainda mais severa.
“Os mercados globais recuaram imediatamente, ainda durante a noite após o discurso em direto de Trump, e o clima mudou drasticamente, abandonando o otimismo cauteloso que se vinha a consolidar nos últimos dias. Do ponto de vista do mercado, pelo menos, o discurso pareceu ter o efeito oposto ao que os investidores esperavam: os preços do petróleo subiram, os rendimentos das obrigações aumentaram e os mercados bolsistas recuaram”, comentou Matt Britzman, analista sénior de ações da Hargreaves Lansdown.
O resultado é uma clara aversão ao risco em todas as classes de ativos, uma vez que as esperanças de novos progressos no alívio das restrições deram lugar a uma renovada incerteza. 
A nova escalada no conflito do Médio Oriente levou os preços do petróleo a responderem em conformidade. O barril de crude voltou a disparar esta sexta-feira e a negociar bem acima dos 100 dólares, com os investidores a anteciparem que, afinal, a guerra no Irão pode não ter uma resolução no horizonte, prolongando as disrupções no estreito de Ormuz – uma das vias marítimas mais importantes do comércio global, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.
Em reação, o Brent – de referência para a Europa – chegou a disparar 7,11% para 108,35 dólares por barril, tendo entretanto reduzido os ganhos para os 107,92 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 6,35% para 106,48 dólares, negociando bastante próximo dos máximos da sessão. Na sessão anterior, os preços tinham afundado, com o Brent a negociar abaixo dos 100 dólares, depois de o Presidente norte-americano ter prometido acabar com a guerra “dentro de duas a três semanas”.
De referir que esta quinta-feira foi o último dia de negociação da semana, uma vez que os mercados estarão encerrados devido à Sexta-feira Santa.
 

Share this content:

Publicar comentário