Comunidades destacam importância da visita do Papa a Angola
O secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) considerou um momento de grande importância espiritual a visita do Papa Leão XIV ao território angolano, que vai decorrer de 18 a 21 deste mês. O reverendo Vladimir Agostinho referiu que esta visita tem igualmente um sinal simbólico para o país, já que “reforça o lugar de Angola no percurso da evangelização e da universalidade da igreja”.
“Esta visita tem impacto significativo em vários aspetos, primeiro, a presença do Papa pode fortalecer a fé dos católicos, e não só, e promover a unidade entre as igrejas cristãs no nosso país”, referiu. Segundo Vladimir Agostinho, a presença, pela terceira vez, de um Papa em Angola promove a reconciliação, especialmente num país que viveu cinco séculos de colonização e quase três décadas de guerra civil.
“Ainda vemos os vestígios de todos esses males, que provocaram divisões no nosso seio, que nos distanciaram como irmãos, acreditamos que (…) a presença deste líder mundial da Igreja Católica pode ajudar a promoção desta reconciliação nacional”, vincou. Para o secretário-geral do CICA, a visita do Papa pode reforçar a presença da Igreja Católica na vida social e política do país, destacando a sua influência na formação de valores e na promoção do bem-estar social.
A relação diplomática também é uma área chave, porque além de líder espiritual, o Papa é um chefe de Estado, esperando-se que a sua vinda a Angola fortaleça as relações diplomáticas entre Angola e a Santa Sé, promovendo a cooperação em áreas como a educação, saúde e o desenvolvimento comunitário. “A visita do Papa Leão XIV pode ser um momento importante para Angola, com impactos positivos na fé, na reconciliação nacional e no papel da Igreja Católica, e não só, no nosso país, por isso, nós, as igrejas irmãs, estamos bastante felizes em saber que Angola, pela terceira vez, irá receber um Papa. Seja bem-vindo”, frisou.
O CICA é a principal organização protestante do país, fundada a 24 de fevereiro de 1977, então com a designação de CAIE, Conselho Angolano de Igrejas Evangélicas.
Conta atualmente com 24 membros, incluindo organizações associadas e observadores, com presença em todas as províncias do país.
Entre os membros incluem-se a Igreja Metodista Unida de Angola, a Igreja Evangélica Congregacional em Angola, a Igreja Evangélica Baptista em Angola, a Igreja Evangélica de Angola, a Igreja Evangélica Reformada de Angola, a Missão Evangélica Pentecostal em Angola e a Igreja Kimbanguista em Angola.
A visita do líder da Igreja Católica a Angola está integrada num périplo de dez dias ao continente africano, que inclui também Argélia, Camarões e Guiné Equatorial.
Em Angola, o Sumo Pontífice, além da visita a Luanda, capital do país, vai deslocar-se ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, na província do Icolo e Bengo, e à cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.
Também o líder da Comunidade Islâmica de Angola (CISA) disse que a visita de Leão XIV a Angola vai servir para reforçar a mensagem de paz, considerando importante também a abordagem de questões como a pobreza, desigualdade e justiça social. O sheik Altino Miguel considerou tratar-se de um evento importante para o país, e em particular para os fiéis da Igreja Católica.
“Esperamos que seja uma oportunidade para reforçar os laços de amizade e de cooperação entre as religiões locais”, disse Altino Miguel, frisando que a visita vai igualmente “contribuir para promover a paz, a tolerância e o diálogo inter-religioso no país”. A terceira visita de um Papa a Angola, acrescentou, “é um evento importante, senão histórico”, demonstrando “a importância que Angola tem na arena da fé católica, que igualmente atribui ao seu povo”.
“Além disso, é uma oportunidade para o Papa abordar temas importantes como a paz, reconciliação e o desenvolvimento sustentável em Angola”, frisou A expectativa, segundo o líder da CISA, é que o Papa Leão XIV reforce a mensagem “da paz, do amor, a compaixão, que é central nas religiões de uma forma geral”.
“Acreditamos que o Papa possa abordar temas importantes, como a pobreza, a desigualdade e a justiça social em Angola”, disse, desejando que o Sumo Pontífice possa inspirar os angolanos e, em particular, os governantes, a trabalhar juntos para a construção de “um futuro mais justo e próspero para todos”.
A visita do líder da Igreja Católica a Angola está integrada num périplo de dez dias ao continente africano, que inclui também Argélia, Camarões e Guiné Equatorial. Em Angola, o Sumo Pontífice, além da visita a Luanda, capital do país, vai deslocar-se ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, na província do Icolo e Bengo, e à cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul. Esta é a terceira passagem de um Papa por Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009.
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